Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 13/04/2020

Define-se epidemia como um surto periódico de uma doença infecciosa em dada região ou população. Um exemplo disso foi a Peste Negra que acometeu milhares de pessoas com uma doença de caráter bubônico e matou um terço da população europeia na Idade Média.  Essa epidemia foi gerada por meio do contato com pulgas infectadas, e proliferada devido à falta de  higienização pessoal e saneamento básico nas cidades.

Pode-se observar que as doenças epidemiológicas são transmitidas de uma região para a outra, podendo tornar-se pandemias. Segundo uma matéria do site BBC Reality Check, o translado de pessoas entre os países ou mesmo entre estados e municípios em tempo de epidemia é o fator determinante da disseminação do vírus. E o contato, o fator de contaminação, já que as transmissões virais ocorrem por apertos de mãos entre os humanos, e também por ingestão de carnes mal cozidas, entre homem e animal.

Contudo, as consequências de uma epidemia são graves, o que pode causar histeria nos indivíduos.  O medo de contrair o vírus faz com que às pessoas passem a sentir sintomas físicos da doença que não são decorrentes de uma contaminação, e sim ligados a perturbações emocionais, como ansiedade e ataques de pânico. A mídia é a principal responsável por causar esse terror, já que as informações são passadas por ela em grandes quantidades e a todo momento.

Para que este problema seja amenizado, faz-se necessário que o Ministério da Saúde crie um programa televisivo, onde psicólogos conversem com o público. Essas conversas deverão conter dicas de como manter a saúde mental e a calma no momento de calamidade. E, também, alertar a sociedade sobre o perigo do exagero informacional sobre a mente. Por conseguinte, a população manter-se-á tranquila e apta a passar pela epidemia sem problemas de ordem psíquica.