Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 14/04/2020

Na situação de crise do vírus COVID-19, para evitar que a doença se espalhe, muitos governos acabam adotando a prática de quarentena, que consiste em isolar a maior parte da população em suas próprias casas, estando elas contaminadas ou não. Essa quarentena forçada é a prática que mais contribui para a histeria coletiva, e apesar de estar sendo amenizada por medidas de grandes empresas e organizações, os diversos problemas psicológicos que ela traz pode prejudicar as pessoas ainda mais do que o próprio vírus e seus sintomas.

Um estudo publicado pela revista britânica Lancet pontuou sobre o medo e solidão que a quarentena traz as pessoas. Esse estudo revela que problemas como ansiedade, raiva e estresse pós-traumático podem ser comum nas pessoas, principalmente por motivos como tédio, medo da infecção e isolamento das outras pessoas. Como comparação, alguns desses problemas também foram enfrentados por pessoas que lutaram durante a Segunda Guerra Mundial e que perduraram até o fim da vida de muitos veteranos do conflito.

No entanto, muitas empresas têm prestado e oferecido serviços de forma gratuita, a fim de auxiliar a população mundial a manter a calma e ocupar a mente. Entre essas empresas, está a Faber-Castell que ofereceu diversos cursos online gratuitamente e a Amazon, que disponibilizou diversos livros no seu aplicativo Kindle para a livre leitura. Nesses tempos de isolamento, é importante que a população tenha algo para se entreter, pois acaba afugentando muitos problemas psicológicos, além de servir como “porta de escape” da situação mundial.

Em suma, a fim de manter a população mundial segura e calma, e até mesmo “ganhar tempo” no processo de encontrar uma cura para o vírus e evitar a epidemia, a OMS, ONU e os governos mundiais devem continuar fornecendo atividades, recreativas ou educacionais, para a população, por meio de parcerias com grandes empresas do ramo do entretenimento ou opções públicas. Com isso, é possível acreditar que boa parte dos problemas psicológicos serão evitados e a população esteja mais apta a continuar vivendo após a crise acabar.