Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 18/04/2020

A humanidade já lidou com uma série de pragas, epidemias e pandemias ao longo da história, mesmo assim, cada vez mais parece ter dificuldades de lidar com o pânico gerado por elas. Agora há a questão dessa nova doença, o tão comentado pela mídia global: o Coronavírus. Entretanto, podemos considerar que a maior dificuldade para lidar com essa crise não é só o nível médico de cada país, mas, também, de uma péssima gestão política global para lidar com o assunto e o medo da população impulsionado pela tensão econômica mundial, gerada pelas informações inflamadas dos veículos de comunicação.

Para exemplificar isso, podemos citar o estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) que mostra que a pandemia do coronavírus, já atinge ao menos 183 países e alguns desses, como Alemanha, Áustria, Brasil, Dinamarca, Noruega e Reino Unido já decretaram isolamento social. Deste modo, isso se torna um cenário jamais visto, nem mesmo durante a gripe espanhola na década de 1910, que matou 250 vezes mais que essa atual peste. Além de tudo, é resultado da demora de tomada de atitude desses países frente ao contágio.

Outro exemplo, para contestar tudo isso, é o dado do Ministério da Saúde de que cerca de ⅓ das informações em relação ao Coronavírus são “fake news”, ou não tem embasamento científico algum. Sendo assim, são justamente essas informações que deixam as pessoas alarmadas e como que por instinto, elas procuram se precaver. É por esse motivo que há uma histeria tão grande. Impulsionado pelo medo, o homem se coloca em primeiro lugar e tende a preocupar-se apenas com seu bem estar, não dando ouvidos, muitas vezes à razão e ao que é contra ele, como já era teorizado por Jean Piaget, pensador suíço do século XX.

Pode se concluir com tudo dito até aqui, que, o homem moderno dá muito ouvidos às informações que lhe são dadas, sem conferir sua veracidade e/ou relevância, e é isso que atrapalha, criando uma tensão na população, o que afeta a tudo, desde a economia até a infraestrutura geral da sociedade. Logo, para resolver isso, os governos globais devem planejar um esquema de contenção a um surto deste tipo de forma a isolar a região contaminada o mais rápido possível. Devem também investir ao máximo para achar uma cura o quanto antes, e deixar claro, por meios seguros de informação, a forma como a população deve proceder, através das mídias sociais e propagandas visíveis por um amplo número de pessoas. Sendo desta maneira, o mundo estará preparado caso algo desta natureza ocorra novamente, e poderemos muito mais facilmente combater tanto o pânico em massa quanto a própria doença e seus efeitos.