Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 15/04/2020
No Brasil, o mais recente caso de epidemia é o vírus da COVID-19, vindo originalmente da China a partir do consumo da carne do morcego. Esse problema tem gerado diversas consequências, não só para o Brasil mas também como para outros países no mundo inteiro, como a histeria da população, a queda da bolsa de valores, a superlotação em hospitais, gerando uma crise mundial. Os mesmos mencionados anteriormente, acabam por ter a sua gravidade aumentada devido ao exagero exercido pela mídia na passagem de informações e o desespero da população em relação aos problemas econômicos.
Em primeira análise, a cobertura da mídia é de extrema importância para a população se manter informada acerca do problema desse novo vírus, entretanto muitas delas acabam gerando um medo exagerado à sociedade. Essas imprensas transmitem em suas reportagens uma linguagem amedrontadora, como na reportagem do jornal R7: “Coronavírus: mulher de 32 anos e a 18ª vítima fatal no RJ”, mas não informam que os casos dessa doença são mais incidentes as pessoas idosas, assim intensificando o desespero da população.
Além disso, esse vírus tem tido uma grande influência para o colapso que vem gerando na economia do mundo inteiro, causando, cada vez mais, pânico e terror entre a sociedade. A crise econômica acaba se agravando rapidamente devido à resposta da população mediante a ela, como diz Bauman “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação mediante a elas”, que ao passo que o COVID-19 se espalha mais problemas econômicos relacionados a ela surgem, como a queda da bolsa de valores.
Em síntese, o mundo inteiro está entrando em um período de muito desespero, porém a população deve reagir com calma para evitar que a histeria se alastre. Para isso, a mídia deve por meio de suas plataformas transmitir informações de apoio, para que a população possa proteger a si e ao seu próximo, de um modo não exagerado, seguindo as regras de convivência impostas pelo Governo. Como também, o Governo deve promover um auxílio emergencial para aquelas pessoas em que se encontram em situações de extrema necessidade e diminuir a cobrança de impostos, para não ocasionar um impacto maior a economia. Com a nação unida o mundo poderá passar por mais essa crise de uma forma mais rápida.