Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 16/04/2020
No filme “O Poço” do diretor, Galder Gatzela, observa-se a estratificação social com a frase: “Existem os de cima ou de baixo e os que caem”, tal fala não se distância da realidade social brasileira. São fatores que estimulam essa problemática a precarização do SUS (Sistema Único de Saúde), bem como, a sinofobia praticada pela sociedade, por fim, deve-se agir para evitar maior grau de desigualdade.
A priori, observa-se que a preocupação associada a vulnerabilidade social é um fator preocupante. Sob esse prisma, no livro “O Quarto de Despejo”, da Carolina Maria de Jesus, retrata uma época da epidemia da esquistossomose na favela de Canindé, em São Paulo, sem disponibilidade ao saneamento básico muitos adoecem, tal depoimento retrata a realidade de 6% da população brasileira, segundo IBGE. A luz disso cria-se a camarotização social, onde os ricos tem acesso aos hospitais privados e o resto da população fica à mercê do SUS. Contudo é contraditório que um país declarado em desenvolvimento tenha o nível de desigualdade tão acentuado.
Faz-se mister destacar, a crescente problemática em relação ao preconceito cultural e nacional onde ascendeu a epidemia. Sob esse prisma, essa sinofobia vem aumentando devido ao surgimento do novo vírus, covid19, diante disso o preconceito vem se tornando uma problemática social. Segundo o filósofo Hans Jonas, uma sociedade saudável deve ser capaz de reconhecer e amenizar as suas enfermidades sociais, desse modo não excluindo socialmente.
Diante do exposto, portanto, o questionamento que fica é como intervir de maneira mais eficiente para mudança desses fatos em contexto epidêmico. Nesse viés, cabe ao Ministério da Saúde juntamente com o governo investir em hospitais preparados para enfrentar epidemias através dos impostos assim já pagos, com finalidade de garantir o bem-estar social, como declarado pela Constituição de 1988. Cabe também ao terceiro setor juntamente com as ONGs conscientizar a população e promover campanhas contra sinofobia. Com tais implementações o problema poderá ser uma mazela passada na história brasileira e estaremos mais preparados para as futuras epidemias.