Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 16/04/2020
O despreparo de uma sociedade meio ao caos
A desigualdade social é um fator que contribui para o contágio de epidemias como por exemplo a dengue, cuja população brasileira é atingida em sua maioria no verão. Trazendo para a realidade mundial, sobretudo no Brasil, a nova pandemia “COVID-19” demorará “muito tempo” para retomar hábitos anteriores por três motivos, como: Educação, Saúde e Emprego.
Em primeiro lugar, qualquer pessoa tem direito a uma educação de qualidade, pois ela é signo da redução da pobreza. Segundo a Fundação Lemann, milhares de bebês nascem no Brasil trazendo com eles a esperança, amor e um futuro promissor. No entanto, se a educação pública mantiver como os dias de hoje, somente metade deles saberão ler entre 7 e 9 anos e quando chegarem aos 21 anos frações desses milhões nem chegarão na universidade.
Em segundo momento destaca-se a saúde, necessária para sobrevivência e que infelizmente afeta a maioria da população brasileira, cujas famílias são precárias (baixa renda) e em situação de pobreza, que dependem de programas sociais do governo como o Bolsa Família. Cabe ressaltar ainda que diversos fatores podem causar o surgimento de epidemias. A falta de saneamento básico, falta de higiene e poluição são fatores que favorecem o aumento de uma doença.
Em terceiro lugar está o emprego, reflexo de uma população desprotegida e desemparada meio ao caos epidemiológicos, fazendo com que grandes e pequenas empresas e microempreendedores tomem atitudes precoces sem buscarem antes uma fonte verdadeira. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas estão desempregadas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. O mercado financeiro oscila. Números não é o maior dos problemas. Dados precisam ser concretos. A sociedade precisa de uma resposta.
Concomitantes parágrafos anteriores é importante frisar que o mundo sai de uma histeria e entra em outra. E nem isso está muito certo. Em 1918 a gripe espanhola, mutação do vírus influenza, vitimizou milhares de pessoas. No Brasil, matou o Ex- Presidente Rodrigues Alves. Em 2009 houve a gripe suína que teve origem na China. E em 2014 o vírus Ebola, mais alarmante da história, que deu origem na África e ameaçou atacar outros continentes.
Portanto, é preciso estarmos adepto às mudanças e preparados para quando a crise chegar. Viver em sociedade é ter amor ao próximo e compaixão. É dar sem receber. Ter resiliência para superar. Mudar é necessário e importante para que cada um faça sua parte. Tudo muda o tempo todo no mundo, num indo e vindo. É necessário também nesse momento a união, a fim de ajudar ao próximo. Essa é uma Guerra de todos e uma vez avisada não morrerá ninguém.