Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 17/04/2020
São muitos os filmes que retratam epidemias de forma fictícia, um exemplo disso é o longa metragem Epidemia de 1995. Todavia, a maioria desses filmes são representados de maneira atraente ao público, ou seja, mostram epidemias de forma extravagante, que eventualmente são finalizados em uma catástrofe. Paralelamente, acontece a reação populacional quando se encontra em meio um surto epidemiológico, que costuma ser caracterizado pela histeria, por ter tanto contato com informações ilustrativas e pouco verdadeiras, como fake news, isso acaba gerando atitudes desequilibradas que prejudicam a sociedade como um todo. Por razão disso, torna-se necessário o debate acerca das epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva.
Em meio a situação atual em virtude da pandemia do novo coronavírus, divulgação de informações corretas para população é imprescindível, para evitar o pânico e propagar anúncios corretos sobre os devidos cuidados. Porém, simultaneamente ocorre a proliferação de mensagens duvidosas, ou mentirosas, contando com materiais não comprovados cientificamente ou dados irreais. Segundo o site do Governo do Estado de São Paulo, as principais informações divulgadas em redes sociais, são checadas diariamente por profissionais da Secretaria da Saúde e Secretaria da Comunicação. Logo, a dissipação de informações falsas diminui, mas ainda são poucas as notícias desmentidas, não havendo reversão de conhecimentos errôneos.
Sob o mesmo ponto de vista, são muitos os filmes e notícias falsas extravagantes, que são moldados para serem chamativos, o que acarreta em atitudes histéricas da sociedade, como a compra de muitos alimentos e álcool gel, ou uso indevido de máscaras. Em Cuiabá, segundo reportagem da RD News, a população lotou supermercados para comprar álcool gel e alimentos, havendo até agressões físicas pela disputa desses itens. Com o intuito de conter isso, algumas farmácias e supermercados do Brasil, estão limitando a quantidade que as pessoas podem comprar, mas uma ação como essa apenas salienta o desequilíbrio causado pela histeria e a falta de empatia com o restante da população.
Assim sendo, é preciso ajudar a população para que saibam discernir o que são informações falsas e verdadeiras, e as atitudes que colaborem com o bom funcionamento do país em meio a um surto. Isso cabe a Secretaria da Comunicação e Secretaria da Saúde, com ajuda de veículos como a mídia. Realizando isso de uma forma que as informações sejam vistas em horário nobre, ou seja, horário com maior telespectador nos principais canais de televisão, exemplificando a importância da busca por comunicados verdadeiros e alertar as ações histéricas que não devem existir, para que as pessoas saibam como agir em uma pandemia.