Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 20/04/2020

O filme sul-coreano “Flu” retrata uma epidemia devastadora ocorrida em Bundang, no Subúrdio de Seul. Na obra é possível perceber o desinteresse da população em relação ao vírus e que resultou, posteriormente, na contaminação de centenas de moradores da região fazendo com o governo do país peça isolamento da área. Fora da ficção, é fato que a longa-metragem pode ser relacionar aos dias atuais já que muitas pessoas estão sendo infectadas pelo COVID-19. Por isso, é necessário que haja medidas estratégicas para a reversão do quadro.

Em primeiro plano, observa-se que um dos impulsadores do impasse é a falta de empatia estabelecida por uma parcela da população mundial. Ademais, é imprescindível ressaltar os efeitos positivos da quarentena, que são: diminuição da velocidade de transmissão, proteção a população de risco e principalmente ganhar tempo para a construção de mais leitos hospitalares. Todavia, nem todos os países optaram por adotar medidas de isolamento no início da pandemia, como a Inglaterra, e aqueles que optaram presenciaram várias pessoas desrespeitando a medida protetiva, expondo-se ao vírus e contribuindo no agravamento da histeria coletiva. Logo, é substancial a mudança desse cenário.

Outrossim, é fato que o estresse no qual as pessoas estão submetidas atualmente, inevitavelmente, traz uma dose expressiva de ansiedade e, em certos casos , pode provocar reações mais intensas, como um pavor, em função das incertezas em relação ao futuro. Além disso, percebe-se que a cobertura que a mídia está dando ao COVID-19, somando à rápida proliferação da doença, faz com que assistimos o problema como sendo uma ameaça única em potencial, e não  apenas uma dentre várias pelas quais já passamos, aumentando o risco de um medo pandêmico generalizado. Desse modo, ações eficazes se fazem necessárias na dissolução de tal conjuntura.

Portanto, fica evidente a imprescindibilidade de uma tomada de medidas que realizem a mudança deste percurso.Por isso, o Governo junto com o  Ministério da saúde deve, por meio de redes sociais, rádio, TV e etc, orientar a população sobre o vírus, pronunciando seus sintomas, sua transmissão e os cuidados de prevenção, além de articular a importância da quarentena. Demais, cabe ao cidadão ter consciência da seriedade pelo qual o país se encontra e evitar ao máximo se expor em locais aglomerados. Dessa maneira, haverá uma sociedade mais saudável e melhor.