Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 14/06/2020

A relação entre o filme eu sou a lenda e o ano 2020

A pandemia ocorrida no filme Eu sou a lenda, protagonizado pelo ator Will Smith, mostra uma distopia causada por um vírus mutante. As poucas pessoas que resisitiram ao vírus parecem estar mentalmente cansadas e sem esperanças. Semelhante a essa obra, o ano 2020 enfrenta um vírus mortal que tem levado à óbto inúmeras pessoas e à crises mentais a outros. No entanto, a histeria coletiva tem-se mostrado menos nociva que as fake news e o negacionismo científico.

A priori, a sociedade humana ao longo de sua história deparou-se com diversas pandemias. Nesse contexto, a gripe espanhola foi uma das mais marcantes, acentuada após a primeira guerra mundial. Entretanto, o covid-19 ganha proporções maiores devido à globalização e às fake news. Essa última distorce a realidade dos fatos e, como consequência, descredibiliza especialistas de saúde e órgãos internacionais. No início dessa crise de saúde, por exemplo, circulou nas redes sociais de que essa doença teria sido planejada pela China para que esta dominasse o mundo em meio à crise global. Com efeito, houve discussões internacionais de forma que alguns países foram penalizados pelo país em questão.

Associada às fakes news, o negacionismo científico põe em risco a vida da população. Sob essa ótica, tal fato é intensificado graças a era da pós-verdade, baseada no “acredito, logo estou certo”, que subjuga dados científicos às crenças subjetivas sem embasamento. No Brasil, essa problemática transformou-se em um verdadeiro problema, uma vez que o próprio governo tem questionado a gravidade da pandemia. Como consequência, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país é o novo epicentro do covid-19, com milhares de pessoas vítimas da anticiência.

Portanto, notícias falsas apoiadas na negação da ciência trazem danos à saúde do cidadão em momentos de crise sanitária. Para reverter isso, é preciso que a OMS, em parceria com os ministérios de saúde dos países membros, busquem refutar mentiras para minimizar os seus efeitos. Isso seria possível com a criação de sites com os principais boatos na rede social sobre o assunto e, logo em seguida, a averiguação se é fato ou não. Por meio disso, os cidadãos teriam acesso a um site oficialmente seguro para informar-se sobre o andamento desse caso. Somente assim é possível resguardar a saúde mental e física das pessoas para que não se assemelhem aos danos emocionais do filme Eu sou a lenda.