Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 21/04/2020

Momentos como os que são vividos em 2020 são extremamente delicados em relação ao psicológico humano. Histeria é caracterizada por excessiva emotividade, e é uma boa definição do que se está vivendo no mundo em que o novo coronavírus é um risco iminente e não há certeza de nada, além da necessidade de ações como o isolamento social.

Alguns discursos que contradizem o que as autoridades de saúde afirmam, são perigosos e incentivam a população a não seguir as medidas de segurança necessárias, como o uso de máscaras ou até mesmo as quarentenas impostas. Um exemplo é o presidente Jair Bolsonaro, que ao longo dessa pandemia tem saído às ruas e feito falas em que denomina o vírus como “gripezinha”, e é um incentivador para que ações como as manifestações promovidas por seus apoiadores aconteça.

Bem como Albert Camus descreve em seu livro “A Peste” a regularidade de sentimentos como loucura, sofrimento e angústia nos habitantes de uma quarentena, vemos essa semelhança nos viventes de 2020. A falta de informações concretas e estatísticas seguras assusta, ver que há dados que indicam que 99% dos contaminados no Brasil podem não ter sido diagnosticados amedronta a população e leva mais incerteza a um mundo em que todas as rotinas foram devastadas.

Destarte, vemos que a falta de informação é o problema substancial, que leva pessoas a ouvirem quem contradiz autoridades médicas e leva outro público a se sentir perdido no meio de tantos dados desencontrados. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde que promova maior divulgação de seu site, e que nele haja apenas informações e dados vindos de órgãos sérios da saúde, para que assim a população saiba onde encontrar informações reais e confiáveis.