Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 21/04/2020
As redes de comunicação e histerias coletivas
Levando em consideração o atual cenário da história, a Histeria coletiva vem se tornando tópico de debates mundiais, os surtos da histeria coletiva, também conhecida como doença psicogênica de massa, são responsáveis por fazer a população ficar ainda mais ansiosa e perder o controle sobre seus atos e emoções, dessa maneira os “histéricos” chegam a apresentar sintomas do vírus. Desde o final de 2019, quando eclodiu no norte da China o novo COVID-19 a população foi bombardeada por informações sobre o coronavírus, que se tornou oficialmente uma pandemia após um anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS), depois deste anúncio, o mundo entrou em choque.
Essa questão é agravada na atualidade com a facilidade dos meios de comunicação como o “WhatsApp” ou as redes sociais e com o surgimento das fake news, notícias falsas sobre o assunto e decisões precipitadas, que abalam uma sociedade, assim como programas de televisão e reportagens, que buscam tratar da pandemia 24 horas por dia, não apenas de maneira informativa, mas causando um pânico em massa. A reportagem do site OGlobo, apresenta como o medo de contrair coronavírus alimentou a procura por papel higiênico nos mercados dos EUA, levando alguns supermercados a se encontrarem com o produto em falta.
A grande quantidade de informações acaba afetando a maneira pela qual o indivíduo social se relaciona com a mensagem que está senda transmitida, podendo influenciar o comportamento da massa e causar, por exemplo, o Efeito Nocebo, quando uma mera sugestão pode trazer sintomas do vírus ou agrava-los devido ao que é passado, além disso, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, é dever do governo garantir aos indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social, principalmente durante épocas epidêmicas. No entanto, o descaso governamental impede que uma parcela da população usufrua desse direito universal na prática, apostando no caos como fonte de notícias e também na desestabilização popular.
Nesse sentido, com o objetivo de tranquilizar a população minimizando casos da doença psicogênica em massa é necessário, portanto, que medidas pragmáticas sejam tomadas, por meio do Ministério da Saúde, juntamente do Ministério da Cultura, promovendo de maneira correta informações reais, desmentindo fake News e intercalando a quantidade de notícias transmitidas em relação a pandemia, assim como é necessário um posicionamento governamental que busque garantir a população seus direitos e amparar os mais necessitados diante do vírus.