Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 22/04/2020
Segundo caracterização feita por sociólogos influentes, como Freud, uma histeria coletiva consiste em um fenômeno que acomete muitas pessoas em um grupo, causando reações inesperadas no comportamento delas. Analogamente, nos dias atuais doenças e epidemias podem ter como consequência o desencadeamento de casos de histeria em grupos ou comunidades. A desinformação junto a pobreza são agravantes que contribuem para que tais casos de pânico coletivo ocorram. Portanto, tornam-se necessárias medidas governamentais e sociais para resolução de tais problemas.
Em primeiro lugar, a desinformação, representada também pela falta de curiosidade a respeito da veracidade de informações, consiste em um dos principais problemas da população mundial. De forma semelhante, no Brasil, durante o século XX, a epidemia de varíola, somada à desinformação da população, desencadeou casos de histeria e consequentemente a histórica Revolta da Vacina. Diante disso, torna-se evidente que o problema está inserido tanto no âmbito social, quanto governamental.
Outro fator de comum importância, é a pobreza. Em países como o Brasil, onde, segundo o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de seis porcento da população vive como menos de cento e cinquenta reais por mês, casos de epidemia podem representar uma dificuldade ainda maior de sobrevivência. Em tais cenários a fome se torna comum, calamidades no sistema de saúde também, assim como evidenciou a epidemia por Covid-19, que possuía um elevado índice de propagação. Logo, a histeria representa uma consequência eminente, exigindo medidas que a previnam.
Por conseguinte, se torna necessária uma maior atuação dos governantes diante de tais problemas. O Governo Federal deve criar canais próprios que visem distribuir apenas o verídico a toda população e punir aqueles que veiculam informações falsas, dessa forma prevenindo que aja desinformação diante de uma situação emergencial. Do mesmo modo, deve haver a custeação de famílias miseráveis em casos de epidemias, como a do Covid-19. A criação de programas como o bolsa família, para casos específicos, visaria o acolhimento e apoio a essa grande parte da população que vive em situações miseráveis. Agindo dessa forma, toda a sociedade se tornará mais preparada e consciente para tomar decisões em situações problemáticas.