Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 22/04/2020
Um desafio para a humanidade
Embora a palavra exista desde os primórdios, o médico neurologista e psiquiatra Sigmund Freud caracterizou a histeria como um tipo de neurose que transforma o estado emocional de uma pessoa para uma emotividade ou um pânico excessivo. Concluiu também que essa neurose poderia vir à tona devido a uma série de fatores, entre eles, uma epidemia, pois, acompanhados da mesma, apresentam-se momentos instáveis e de tensão coletiva.
Indubitavelmente, a humanidade está passando por um de seus momentos mais delicados, em razão à pandemia da doença denominada Covid-19, que surgiu na China, assemelhando-se a um simples resfriado. Primeiramente, o vírus não se manisfestou de forma nem tão rápida e muito menos violenta, mas com o passar dos dias, a doença foi se proliferando por todo o mundo com uma velocidade absurda e sendo cada vez mais fatal para quem estava infectado pela mesma.
Dado que, a taxa de disseminação dessa doença é muito alta, com o objetivo de desacelerar tal propagação, a maioria dos governos dos países onde há indícios ou casos da enfermidade, propuseram a quarentena, ou, em outras palavras, o isolamento social. Conquanto, graças a esse isolamento, muitos indivíduos estão sem poder trabalhar normalmente. E desta maneira, não estão recebendo seus salários, e, consequentemente, não conseguem arcar com os custos do que é necessário para se ter uma vida “normal”, ademais, há o risco da economia entrar em colapso. E, dessarte, entra o dilema que é fruto de toda essa histeria: salvar as pessoas do vírus ou a economia?
Com a finalidade de salvar ambas a vida alheia e a economia, o cenário que parece ser o mais viável dado o momento discorre que é dever da mídia orientar as pessoas a ficarem em suas casas, apresentando dados e números de populações que respeitaram a quarentena, e as que não respeitaram, desse modo, conscientizarão a sociedade de que é mais do que importante cumprir o isolamento social. Bem como, é dever do governo auxiliar as pessoas monetariamente ou criando medidas provisórias para que os cidadãos que estão empregados não percam seus trabalhos e nem seus subsídios até o fim desta reclusão social. Em suma, é significativo deixar bem claro e evidente que não há vida sem a presença da economia, assim como não há economia se não haver vida.