Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 21/04/2020
A histeria foi uma das primeiras psicopatologias pesquisadas pelo psicanalista Sigmund Freud, segundo ele trata-se de uma falta de concordância entre as crenças e ações de um indivíduo, resultando em uma situação de perigo. Tendo como base essa visão do filósofo é possível ver que com a atual pandemia da doença COVID-19, uma grande massa de pessoas vêm vivendo e agindo com pânico a fim de transmitir um sentimento de segurança, sendo que esse problema pode agravar mais ainda a situação. Logo, as ações histéricas podem ser um problema para todas as pessoas e é inegável que o papel do Estado mediante a calamidade é fator determinate para a resolução do problema.
Primeiramente, vale mostrar como as ações por impulso e medo podem prejudicar toda a sociedade. Recentemente foi divulgada uma pesquisa em que o remédio cloroquina usado para o tratamento dos portadores de Lúpus e Malária apresentou certa eficácia no combate ao novo coronavírus, causador da COVID-19, com isso vários países anunciaram o início dos testes com esse medicamento, como o Brasil. Entretanto, essa ação do Governo fez com que várias pessoas que sequer apresentavam sintomas da doença fossem as farmácias adquirir a medicação, logo os indíviduos que realmente necessitam da cloroquina ficaram prejudicados com a falta dela, isso mostra como a histeria coletiva pode prejudicar a todos.
Em seguida, cabe expor como as ações dos governos são essenciais para determinar o rumo da nação mediante uma situação de calamidade pública. Segundo a Declaração dos Direitos Humanos, é dever do Estado prover saúde aos seus cidadãos, dessa forma é preciso que ele preze por medidas que tenham como objetivo diminuir a proliferação da doença, sendo uma delas o isolamento social que é necessário para diminuir a contaminação, porém vê-se países agindo de forma contrária, como é o caso da Bielorrússia, onde os habitantes são incentivados a seguirem normalmente o cotidiano sem medidas de proteção, ademais, países como a Finlândia são exemplos a se seguir, pois ela por ter a cultura de armazenar suprimentos está conseguindo combater a pandemia de coronavírus com menos dificuldade do que outras nações.
É preciso, portanto, que os indivíduos sigam as recomendações de proteção propostas por órgãos de confiança, como a Organização Mundial da Saúde, sendo necessário então que as pessoas evitem sair de suas casas seguindo as determinações de isolamento e caso seja inevitável a saída, que então o uso de máscaras seja indispensável. Dessa forma a curva de contaminação vai sendo reduzida, gerando como resultado um combate eficiente contra a doença.