Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 22/04/2020
A epidemia da histeria coletiva no meio uma epidemia.
Epidemias brasileiras sempre foram comuns, porém o fato do nosso país ter um caso instável de doenças como a dengue e gripe não nos faz familiarizados com o termo e com a situação. Quando agravada, a epidemia pode se tornar uma pandemia, como o ocorrido no cenário do corona vírus (COVID-19), que se iniciou na China e teve uma grande taxa de contaminação não esperada, sendo impossível de ter sido contido antes de sua agravação que afetou o mundo inteiro. Em casos como esse a tendência populacional é de apresentar uma histeria coletiva ou histeria em massa, devida a extrema ansiedade causada pela exposição de fatores sucedidos da doença tratada na condição epidêmica.
É verdade que a histeria coletiva pode exagerar o contexto do surto epidêmico e também causar mais problemas do que a própria ameaça viral ou bacteriana manifestada, contanto que a epidemia em pauta não exiba um assassino em massa e acometa a população geral de determinada região. A primeira histeria em massa na era da rede social foi justamente a trazida pelo COVID-19, que em primeira mão trouxe pânico e desespero, consequentemente resultando em um aumento brusco de compras no supermercado e farmácias físicas e online, que segundo a UOL foi um aumento de 111% em vendas online só na categoria saúde, e antes mesmo do primeiro caso ser anunciado no país a falta de certos produtos fora evidente, o que obviamente causou também o aumento no custo dos mesmos. Tendo em vista que 25,3% da população brasileira está abaixo da linha de pobreza é claro que grande parte das pessoas ficariam sem produtos básicos e necessários em época de pandemia.
Apesar das redes de supermercados e redes farmacêuticas possuírem tendência ao lucro em meio a situações epidêmicas e de histeria coletiva, se o caso abordado requisitar um período de quarentena os desafios são ainda maiores, habilitando o surgimento de prejuízos econômicos em via de estabelecimentos comerciais considerados não essenciais que precisem ser fechados, autônomos e etc; a histeria coletiva se não contida pode provocar um aumento de traumas psicológicos, doenças mentais e exaustão extrema física e mental da sociedade.
A fim de suspender os problemas causados pela histeria em massa trazida derivada de uma epidemia é necessário, a intervenção de autoridades competentes da saúde seja em decisões tomadas que sejam necessárias para o não desenvolvimento da doença, e em todo tipo de informação passada ao público de modo que não amedronte a população ouvinte e campanhas e anúncios que evidenciem a importância de manter a calma em meio a momentos críticos.