Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 22/04/2020

Epidemias X Histeria Coletiva

Viver em uma situação de risco sem saber quando ela findará, causa pânico. E é isso que acontece quando se tem uma epidemia ou pandemia: uma doença que acomete as pessoas de forma brutal e inesperada, causa desespero e assim, acaba desencadeando outros problemas.

Quando uma doença atinge a população, logo é feito o diagnóstico para saber a causa, os sintomas, os vetores de transmissão e qual a melhor forma de prevenção. Em alguns casos, a ciência não conseguiu encontrar um remédio ou vacina para a patologia existente, e tudo dependeu da prevenção e cooperação por parte da população.

O mundo vive um exemplo disso atualmente, por conta da pandemia de coronavírus. Também chamado de COVID-19, essa é uma doença causada por um vírus novo e manifesta sintomas semelhantes aos de um resfriado. Sem existir ainda um remédio eficaz ou uma vacina, a prevenção através dos hábitos de higiene e do isolamento social é a melhor forma de combatê-la.

A preocupação em torno desse vírus é positiva quando causa maior adesão as medidas de prevenção por parte da população. Porém, há também muita histeria, algo que vai além da preocupação normal e que é preocupante. Um fator que contribuiu para isso são as “fake news” (notícias falsas que circulam na internet), e são compartilhadas por muitos sem ser verificada a veracidade.

A histeria ocorre quando, por exemplo, as pessoas correm aos supermercados para estocar alimentos, por conta da pandemia. A alta demanda encarece os produtos: uma notícia do dia 27/03, publicada pela revista Exame, mostrou que houve um aumento de 70% no preço dos alimentos básicos, segundo a Associação Paulista de Supermercados.

É claro que é impossível evitar os sentimentos de preocupação e o medo diante de uma epidemia, mas a histeria, ou seja, o excesso desses sentimentos, deve ser evitado para evitar complicações. Para isso, o governo e a mídia devem ser sempre transparentes nas informações, e as “fake News” combatidas, para que a população possa ser instruída da melhor maneira, e evitar o pânico.