Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/04/2020
Em 1918 a gripe espanhola colapsou pela primeira vez o sistema de saúde mundial registrando 50 milhões de mortes, dentre elas o ex-presidente brasileiro Arthur Bernardes. Essa situação global poderia ter sido agravada se existisse uma maior integração entre os países -como atualmente- e ocasionado maior histeria -através da tecnologia moderna. O problema em questão é que, atualmente, existem os fatores supracitados que agravam as epidemias transformando-as em possíveis pandemias, causando caos na população e crise na economia. Assim, é preciso discutir o tema a fim de amenizar a possibilidade da disseminação de doenças na contemporaneidade.
Á princípio, cabe entender de que forma a maior aproximação entre países afeta essa problemática. O geógrafo Milton Santos formulou o conceito de globalização perversa onde a integração mundial, na verdade, afeta as sociedades de cada nação. No contexto das epidemias essa teoria se encaixa perfeitamente uma vez que existe a circulação de pessoas através de navios e aviões, espalhando assim, de continente em continente, determinada doença. Dessa forma, é preciso uma maior atenção dos Governos Federais em relação a circulação de pessoas na sua terra natal.
Além disso, vale salientar o papel da tecnologia digital na acentuação da histeria pública. É de conhecimento geral que a mídia atual é sensacionalista a fim de lucrar com suas notícias um tanto quanto demasiadas. No ano de 2009, com o surto da gripe suína no Brasil, diversas pessoas ficaram desesperadas por pesquisas alteradas e até mesmo falsas , como foi comprovado tempos depois através do G1. O acesso a informação é muito necessário, principalmente em momentos de crise, mas deve vir de fontes confiáveis e não forjadas que apenas buscam rendimento.
Nota-se, portanto, a primordialidade de tratar das epidemias hodiernas e de seus obstáculos relacionados a população. Desse modo, é preciso que o Poder Público, com apoio do Ministério da Saúde e da Policia Federal, monitore de forma eficiente a entrada de estrangeiros , através da exigência de exames médicos -de sangue e vacinas- em dia, para assim afirmar a ausência de enfermidades naquele indivíduo, tornando-o apto para ingressar no país. Junto à isso, é de extrema importância a formulação de um jornal do Estado, redigido pelo Ministério da Educação, que apresente informações, principalmente em momentos sensíveis como as epidemias, com veracidade e dados comprovados dos sistemas de saúde público-privada. Assim, a histeria diminuiria pois o acesso ao conhecimento de dados seria eficiente e, as epidemias teriam menor dispersão, dificultando novas gripes espanholas pelo mundo.