Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 29/04/2020

“Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” disse Zygmunt Bauman, filósofo e sociólogo polonês. De acordo com esse pensamento, nota-se uma percepção de que as epidemias contemporâneas estão interligadas ao posicionamento da sociedade, ou seja, o comportamento populacional interfere diretamente na evolução desse problema. Nesse sentido, há fatores que contribuem para tal empecilho: as atitudes falhas da população e a negligência governamental. Por conseguinte, é imprescindível análise de medidas que favoreçam à solução da problemática.

Em primeira evidência, destacam-se o descuido e desinteresse da população em manter sua proteção. Na série “Grey’s Anatomy”, episódio “Walking Tall”, exibido na Netflix, é contada a história de uma médica que após uma viagem para outro país, se contaminou por uma doença e trouxe-a para o hospital em que trabalha, onde várias pessoas se infectaram, ficando doentes e outras até morreram. Nesse víeis, percebe-se que muitas pessoas desrespeitam a medida protetiva da quarentena, sendo assim, são expostas ao vírus, contribuindo no agravamento da histeria coletiva. Portanto, esse descuido populacional, desrespeitando o isolamento social, agrava gradativamente essas epidemias.

Ademais, o desleixo, descanso e desatenção governamental proporcionam o aumento dessas epidemias relacionados à histeria coletiva. Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU, promulgada em 1948, deve-se garantir aos indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o descaso do Governo impede que uma grande parte da população usufrua desse direito universal em prática, decorrente a diversos fatores de vulnerabilidade social, falta de investimentos na área da saúde pública, além da precariedade hospitalar e profissionais nesse âmbito. Logo, é de extrema importância que essa negligência tenha uma devida melhora.

Torna-se crucial, então, que a população participe das medidas protetivas rigorosamente e que o Estado garanta seu posicionamento. Cabe ao Governo Estadual, Federal e Municipal, através do Ministério da Saúde, investir mais nesse meio, por intermédio de medidas, como: realizar campanhas de incentivo à quarentena, garantir que os hospitais públicos tenham qualidade em relação aos equipamentos e profissionais, bem como, proporcionar mais leitos aos pacientes. Além disso, a população precisa agir corretamente de acordo com o isolamento social, prevenindo-se efetivamente. Dessa forma, essas epidemias contemporâneas relacionadas à histeria coletiva poderão ser erradicadas.