Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 27/04/2020

Consoante a OMS “a saúde trata-se do completo estado de bem-estar físico, mental e social”. Entretanto, na sociedade hodierna tais preceitos fundamentais, que regem a qualidade de vida cidadã, são lesados pela alarmante proliferação de epidemias contemporâneas e os desafios envoltos a histeria coletiva inerentes as mesmas. Tal problemática se dá pelo uso de extremismos nas formas de prevenção , bem como pela proliferação de notícias inverídicas.

Mormente, torna-se notório como um dos principais causadores da histeria coletiva em tempos de epidemia, a excessiva forma de prevenção governamental à problemática. Neste ínterim, observa-se a crítica feita pelo ex ministro da saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, a opção de “quarentena horizontal”, que consiste no completo afastamento de todas as áreas sociais durante a pandemia de covid-19. Desta forma, tal como no discurso do especialista, torna-se evidente os efeitos destrutivos do extremismos frente às epidemias, tais como a afastamento abrupto de áreas essenciais, a exemplo de rede alimentícia, farmacêutica, jornalistica, entre outras, que poderiam acarretar recessão econômica mundial, e consequências mais catastróficas que a própria doença.

Outrossim, apresenta-se como fator igualmente propulsor do pânico, a propagação de notícias inverídicas durante o flagelo. Neste contexto, perquirindo-se o acervo históricos mundial, torna-se significativa a errônea atribuição ,por parte do então Papa católico Gregório II, da Peste Bubônica a práticas curandeiras, fato que levou ao massacre de milhares durante a Idade Média. Observa-se desta forma, que mesmo após o transcorrer dos séculos, as notícias falsas, atualmente agravadas pela disseminação de tecnologias e redes sociais, continuam a ludibriar as ações populares frente à epidemias, acarretando a histeria coletiva, que condiciona efeitos como busca desnecessária ao sistema de saúde,estocamento de alimentos e medicamentos, complicações na saúde mental, entre outras problemáticas, afligentes em épocas epidêmicas.

Destarte, urge deliberar a fim de mitigar os desafios da histeria durante epidemias. Para tanto,  cabe ao Ministério da Saúde e a massa pública, a promoção de políticas que visem acima de tudo o esclarecimento social a despeito da saúde, utilizando para tanto de blogs que desmintam notícias falsas e que tragam informações verídicas, além de viabilizarem a instrução popular por intermédio de carros de som, a fim de estimular higiene e saneamento e evitado flagelos. Ademais, tal programa deve incentivar e proporcionar o uso de “EPI’s”, e viabilizar a atividade laboral de suma necessidade com uso dos mesmos durante epidemias, não acarretando assim severas problemáticas sociais e econômicas. Somente assim a saúde e o bem-esta na ausência de pânico será promovida conforma a OMS.