Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 30/04/2020

O filme “Epidemia”, original da Netflix, fala sobre uma equipe de médicos que buscam um antídoto para evitar a disseminação de um vírus originado na África. Fora do fictício, a realidade se difere, nela observa-se o despreparo do Brasil nos sistemas de saúde para a chegada de epidemias globais. Além da desqualificação do país, outro desafio é a manipulação midiática que a sociedade recebe. Logo, é necessário pensar em meios para atenuar a problemática dos desafios da histeria coletiva no cenário catastrófico de doenças contemporâneas.

Em uma primeira análise, é de suma relevância ressaltar como o despreparo do Brasil surge sendo um dos motivos das deploráveis histerias coletivas. Diante esse cenário caótico, tem-se o aumento do número de mortes como uma consequência inaceitável, que acontece por falta de infraestruturas nos complexos hospitalares públicos, ocasionando a disseminação das doenças mais rapidamente. Como efeito dessa atitude lamentável, nota-se o crescimento das crises econômicas e sociais, as quais auxiliam no progresso de despreparo do país. Desse modo, a Constituição Federal de 1988 determina a saúde como um direito social de todos, o que ajuda na concretização do fato da falta de estrutura do país no setor de bem-estar social. Portanto, é primordial uma reflexão sobre o assunto.

Em outro plano, cabe mencionar como a manipulação da mídia acaba sendo um dos geradores dos surtos sociais em um cenário de epidemias contemporâneas. Nesse âmbito plangente, ocorre-se o crescimento na gama de pessoas ignorantes, uma vez que tais indivíduos acreditam em tudo que é passado nos teles jornais ou nas redes sociais são verdade, moldando, assim, o pensamento alheio da nação. Como efeito dessa incompetência tão deplorável, observa-se a expansão dos números de mortes devido a teimosia do povo sobre os métodos de prevenção contra as doenças. Desse modo, a frase “Nada no mundo assusta mais do que a ignorância em ação” de Goethe ajuda na solidificação da ideia de que a influência midiática é umas das causa das histerias coletivas.

Torna-se evidente, portanto, que é necessário pensar em meios para atenuar a problemática das epidemias contemporâneas. Logo, é primordial que o Ministério da Saúde, junto com o Sistema Único de Saúde (SUS), se posicione sobre o assunto. Tal agente deve promover campanhas públicas para a nação, as quais aconteceriam por meio de pequenas palestras nas praças públicas das cidades, por ser um lugar onde todos tem acesso. Nesses debates, seriam apresentadas formas de prevenção, dados estatísticos dos números de mortes pela doença no Brasil e os seus sintomas, a fim de mostrar para a população que o assunto da epidemia deve ser tratado com seriedade. Feito isso, não será necessário a corrida contra o tempo que os médicos sofrem para achar a cura como no filme “Epidemia” da Netflix.