Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 28/04/2020
No ano de 1918 uma pandemia chamada gripe espanhola, ocasionada pelo vírus influenza, ocasionou milhares de mortes. No decorrer dos anos após esse surto tiveram outras epidemias como, SARS, ebola, entre outras; a mais recente e a do Covid-19. Certamente um dos maiores males enfrentados pelo Brasil. Sem dúvidas esse atual cenário de caos econômico e social tem causado pânico e desespero na população, intensificando ainda mais doenças como ansiedade e depressão.
Primeiramente, uma das medidas mais eficazes usada afim de diminuir a disseminação do vírus é o isolamento social, dessa forma evitando um maior número de mortes e uma sobrecarga nos hospitais. Porém, seus malefícios também são perceptíveis, à medida que a população fica impedida de usufruir do direito constitucional de ir e vir, aumenta o número de pessoas que ficam impossibilitadas de desempenhar o seu trabalho, um determinante em seu sustento. Logo, a hipótese da fome gera desespero nas famílias.
Além disso, o afastamento coletivo é algo que não faz parte da natureza do ser humano, segundo Aristóteles, o homem exige a vida em sociedade. Dessa maneira, a retirada de algo inerente do indivíduo gera um aumento na quantidade de pessoas acometidas com ansiedade e depressão, doenças essas que impulsionam o suicídio. Dessa maneira, os cidadãos morrem tanto com o vírus, como com as doenças desencadeadas por ele.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse do quadro atual, para que ocorra a diminuição nas consequências geradas pela pandemia, urge que o Ministério da Saúde propague notícias através de veículos midiáticos salientando a importância e os benefícios do isolamento social, como também o Ministério da educação promova cursos online pra que os cidadãos saiam do ócio, e se qualifiquem para o mercado de trabalho pós crise. Certamente de tal maneira todos superarão mais uma pandemia.