Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 06/05/2020

As epidemias e suas dificuldades relacionadas à histeria coletiva é uma problemática visível no contexto social vigente. Conforme o grande escritor francês, Albert Camus, " há meios que não se podem justificar “. Com base nessa premissa, observa-se que parâmetros sociais e econômicos não justificam os distúrbios psicológicos durante um caos patológico. Assim, os movimentos anti-vacinas e a deturpação dos alertas a cerca das doenças em atividades necessitam de uma análise crítica.

Em primeiro plano, um olhar para história remete às raízes dos empecilhos gerados pelos indivíduos que são contra a vacinação. Sob essa óptica, durante o início do século XX no Brasil, ocorria um momento de caos patológico, em que a varíola estava em vigor no país, o que gerou um grande pânico na sociedade pelo grande número de mortos. Nesse sentido, o sistema de saúde lançou a primeira vacina feita no território brasileiro para erradicar a doença, de modo que as autoridades autorizaram sua utilização obrigatória pelas forças militares que somado ao desconhecimento da comunidade sobre o artefato, formou-se uma histeria coletiva contra o medicamento, levando a revolta do povo. Dentro dessa lógica, nos dias de hoje, visualiza-se a permanência de cidadãos contra a aplicação das vacinas, visto que existe um falha educacional sobre seus efeitos, cuja se perpetua sobre grupos populacionais como manifestações sociopsicológico que acabam dificultando o combate as epidemias contemporâneas. Desse modo, o conhecimento medicinal é de suma importância para evitar o surgimento de entraves psicogênicos de massa.

Outrossim, nota-se também a banalização dos alertas governamentais sobre as prevenções contra  as epidemias. Vê-se, por exemplo, o caso do Coronavírus que se perpetua no momento no mundo, em que as autoridades com o auxílio de pesquisadores alegaram que o álcool em gel é um material necessário para a proteção contra o vírus. Contudo, indivíduos aproveitam-se do caos social para impor ideias contrárias aos avisos profissionais, como a falsa acusação de que o produto aconselhado não funciona, o que acaba prejudicando no controle da patologia, já que essas histerias se espalham pelo povo. Dessa maneira, fomenta-se a manutenção do desafio na  preservação da saúde pública.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser realizada para solucionar os problema dos movimentos anti-vacinas e a deturpação dos alertas governamentais. Logo, é papel das mídias criarem programas, como eficiente meio de comunicação, através das redes de televisão, para expor a importância da vacinação e do seguimento das propostas do governo, com intuito de impedir que a histeria coletiva prejudique a erradicação das epidemias. Sendo assim, possível projetar uma sociedade

mais precavida e deixar usar desculpas que, segundo Camus, são injustificáveis.