Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 03/05/2020
O Brasil, no século XXI, foi atingido por duas epidemias de escala mundial, a H1N1 em 2009 e a COVID-19 em 2020. Como resultado, revelou-se um despreparo do país diante delas, devido a uma histeria nacional. Tal fato, impacta negativamente a sociedade, ocasionando recessão econômica, diminuição das relações interpessoais e aumento nos casos de depressão, por exemplo. Sendo assim, observa-se a necessidade de entender os motivos que contribuem par esse fenômeno, como a educação sanitária e a imprensa.
Primeiramente, é importante compreender como a instrução sanitária se relaciona com a histeria. Uma das políticas públicas do Sistema Único de Saúde - SUS - é a educação sanitária, a qual sofre mudanças ao longo do tempo. A partir do ano 2000, ela sofreu forte influência de Paulo Freire, tornando evidente a necessidade de ser uma educação popular sanitária, na qual o indivíduo participa ativamente de sua construção, tornando-se autônomo e consciente. Entretanto, atualmente, não é notada esse caráter popular, logo, há desinformação coletiva, tornando-os suscetíveis ao pânico, diante de epidemias.
Ademais, os conteúdos divulgados pela imprensa assustam a população. No ano de 2020, antes da epidemia do COVID-19 tomar conta do país, o Brasil já estava com medo. Tal fato ocorreu por conta das primeiras reportagens divulgadas, sobretudo, pela Rede Globo. Nelas, os números de mortes e casos pelo mundo bombardearam a população brasileira, além das previsões estatísticas alarmantes para a nação. Consequentemente, aos poucos, uma consciência coletiva tomou conta dos indivíduos, como explicaria Durkheim pelo Fato Social, o ser influenciado pela conjuntura ao seu redor. Dessa forma, a histeria é o resultado, a qual impactará negativamento diversas esferas da sociedade.
Portanto, é notória a necessidade de medidas a fim de minimizar o impacto negativo que a educação sanitária e a imprensa geram na população diante de epidemias. O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde - órgão do Poder Executivo -, deve intensificar, com mais cursos, a preparação de seus profissionais da saúde, visando tornar a educação sanitária, totalmente, com um caráter popular. Assim, haverá emancipação individual relacionada às medidas e cuidados de saúde que devem ser tomados nas diversas situações, com isso, o indivíduo estará consciente diante de uma epidemia. Além disso, necessita haver um diálogo entre o governo e a imprensa, objetivando diminuir conteúdos alarmistas, os quais podem colocar a população em um estado de histeria. Desse modo, o medo coletivo será diminuído em epidemias futuras, se afastando de realidades vividas pelos brasileiros durante a H1N1 e o COVID-19 e suas consequências sociais.