Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 04/05/2020
Durante a Primeira Guerra Mundial, houve o surgimento de uma pandemia conhecida como Gripe Espanhola que infectou centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo por sua alta capacidade de contágio associado à deficiência de recursos médicos na época. Embora na contemporaneidade seja notável um avanço tecnológico na área medicinal , ainda há a ocorrência de epidemias que provocam uma histeria coletiva. Nesse sentido, tanto a escassez de uma educação sanitária como a desigualdade no acesso à saúde de qualidade colaboram para tal problemática .
Em uma primeira análise, é notória a falta de um ensino voltado para a população para se informar sobre os hábitos que promovem a sua saúde e evitem doenças. Tal fato se deve à falta de um investimento governamental de conferir aos cidadãos informações sanitárias, visto que não é colocado como grade curricular para ser ensinado nas escolas. Desse modo, assim como ocorreu na Revolta da Vacina na cidade do Rio de Janeiro que parte da população se rebelou por não ter conhecimento sobre a utilidade da vacina no combate às doenças virais, em que se repete em pleno século XXI. Consequentemente, quando os indivíduos desconhecem, ficam mais suscetíveis a serem contaminados por diversas enfermidades em que uma grande parcela da população é tomada pelo medo.
Além disso, é inegável a violação ao direito à saúde como está previsto na Constituição vigente por ser desigual no país . Isso ocorre devido ao descaso do Poder Público no investimento financeiro no SUS (Sistema Único de Saúde) , já que uma parte dos políticos são corruptos por desviarem a verba pública para seus próprios interesses. Isso acarreta uma infraestrutura precária dos hospitais públicos e a baixa remuneração dos profissionais de saúde. Dessa forma, observa-se uma maior proliferação de doenças na população de baixa renda por dificilmente terem a oportunidade de tratamentos médicos adequados.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de uma educação sanitária e a o acesso à saúde de qualidade não inserir toda a população colaboram para a manutenção de epidemias que provocam uma histeria no meio social. Sendo assim, cabe ao Estado organizar estratégias de combate à proliferação de doenças que atuem tanto no âmbito estrutural quanto educacional.Isso deve ser feito através de maciços investimentos em tratamento de água e esgoto, aliado a campanhas de esclarecimento sobre higiene e autopreservação, organizadas pelas escolas em parceria com a Unidades Básicas de Saúde. Com isso, alguns dos desafios na prevenção de epidemias, no Brasil, poderão ser remediados.