Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 03/05/2020
A falta de higiene e o aumento constante da população dos burgos foram fatores cruciais para o desenvolvimento de uma das maiores pandemias do mundo antigo: a Peste Negra, que foi responsável por disseminar morte e medo na Europa medieval. Nesse sentido, é possível traçar um paralelo entre tal acontecimento histórico e a atual pandemia vivida do mundo, tendo como fator comum o medo e histeria da população, oque atualmente pode acarretar um aumento nos preços de produtos básicos, bem como uma potencialização da difusão da doença.
Em primeira análise, é válido destacar que em tempos de crise há um impulso da população em garantir a compra de produtos essenciais. De acordo com o filósofo iluminista John Locke, um dos princípios que regulam o mercado é a lei da oferta e da procura, sendo responsável pelo aumento ou diminuição do preço das coisas. Nessa perspectiva, evidencia-se que em tempos de instabilidade o preço de produtos básicos, como alimentos, tende a aumentar devido a compra compulsória motivada pela incerteza quanto ao abastecimento, a exemplo do ligeiro aumento no custo do arroz e feijão. Dessa forma, fica evidente que a histeria pode acarretar demais problemas.
Além do mais, tal cenário de inquietude, por sua vez, acaba criando condições favoráveis para o alastramento do vírus. A ciência afirma que que os vírus são seres que dependem do metabolismo do hospedeiro para se desenvolver e se espalhar, sendo locais fechados ideais para a proliferação desses. Nesse panorama, nota-se que tal cenário, marcado por medo e certo desespero da população, favorece a transmissão do vírus, que se dá sobretudo pelo ar, a exemplo do enorme contingente de pessoas que se dirigem aos supermercados para fazer estoque de comida. Dessa maneira, fica claro que as ações impulsivas das pessoas potencializam o contágio.
Dessarte, é notório que o medo e histeria da população permeia a sociedade atual, logo, medidas são cabíveis para contrapor a problemática. Para isso, o Ministério da Comunicação, junto das mídias, deve elaborar propagandas informativas, por meio de verbas governamentais, feitas por psicólogos e virologistas, cabendo ao primeiro ajudar a população a manter a calma utilizando técnicas de meditação, e o segundo a explicar a importância do isolamento social, para que assim a histeria de atenue.