Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 04/05/2020
Seja através da peste bubônica, gripe suína ou espanhola, é perceptível a evolução epidêmica que acompanha a humanidade. Consoante, segundo Nelson Mandela, é necessário promover a coragem onde há medo, acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero. Contudo, com o advento da tecnologia, encontra-se a facilidade de conexão mundial promovida pela globalização, fator constitutivo para o avanço de pandemias atuais - como a do vírus Sars-CoV-2 - que são, infelizmente, negligenciadas pelos governantes, promovendo medo, conflito e desespero, contrariando o conceito de Nelson Mandela.
Primeiramente, é visível o papel das fake news (notícias falsas) como catalisador da histeria coletiva, uma vez que, elas promovem informações distorcidas e até mesmo inexistentes sobre os eventos. Consequentemente, esse tipo de informação num contexto do mundo globalizado é altamente disseminada, atrapalhando a resolução dos conflitos e, por conseguinte, a restauração da ordem. Nesse viés, a facilidade de transporte e de contato com outros países facilita a propagação não somente da doença, mas também da desinformação, causando ainda mais problemas na contenção do caos popular.
Paralelamente, evidencia-se o desinteresse estatal na resolução de problemas econômicos, visto que, as resoluções apresentadas pelo estado não tem como objetivo principal a proteção do povo. Isso se torna claro quando o governo redige crédito aos bancos privados num momento de crise, com subsídios que não condizem com o padrão de vida do brasileiro, levando aos empréstimos e, então, as dívidas. Nesse quesito, é ,também, preocupante a desordem dos governantes e as convergências nas decisões à recomendação de especialistas, deixando a população sem rumo.
Portanto, é notável que, apesar da globalização facilitar a circulação de informações, ela mesma contribue para a propagação de doenças e problemas que o despreparo estatal não permite lidar rapidamente. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde combata a histeria coletiva, por meio de planos estruturais e emergenciais para que se possa combater as epidemias atuais e futuras, a fim de que haja estabilidade do sistema de saúde e que se promova a coragem, o acordo e a esperança ditos por Nelson Mandela.