Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 22/05/2020

Em diversos momentos da história, o ser humano teve a oportunidade de conhecer surtos epidêmicos e seus efeitos desastrosos no meio orgânico-corporal e psicológico das vítimas e contemporâneos de cada época, como ocorreu a Peste Bubônica no século XIV e a Gripe Espanhola entre os anos 1918 a 1920 no continente europeu. Apesar do passar do tempo, as epidemias continuam a assombrar e a desequilibrar também o comportamento da psique coletiva - como a histeria - de diversas populações mundias, atingindo esferas econômicas, sociais e políticas. Nesse contexto, convém analisar como a ansiedade causa esse neuro problema e como é possível combatê-lo.

Em primeiro lugar, é válido destacar que o agente de maior responsabilidade pelo desenvolvimento de histerias coletivas é a ansiedade. Esse quadro estérico - mesmo sem o embasamento científico - mediante a presença da ansiedade pode ser constatado desde tempos remotos, como os relatos de Platão em sua obra “Timeu” ao mencionar como uma extrema aflição e inquietação desenvolve outros estados patológicos nas mulheres. Nos dias atuais, a psicologia toma posicionamento quanto a histeria concluindo que essa é um problema neurológico caracterizado sobretudo pela transição de um estado ansioso para uma enfermidade psicossomática atingível a qualquer indivíduo. A relação de histerias coletivas diante epidemias pode ser justificada portando à preocupações das vítimas quanto a um cenário crítico que atinge a saúde, a política e as condições básicas de sustento de uma sociedade.

Em segundo lugar, torna-se essencial esclarecer como essa problemática causa consequências negativas na vida dos indivíduos pertencentes ao grupo dos histéricos, uma vez que se torna real o convívio com a angustia e preconceito social, tendo em vista que essa doença causa problemas advindos do psicológico - o que ainda é um dos tabus no atual espaço social - possíveis de afetar o dia a dia da vítima e daqueles que a rodeiam. Além disso, os enfermos podem ter sua autoestima debilitada à medida que migram de exames a diagnósticos que não atendem a questão em casos em que o sistema de saúde falha em suas formas de lidar com tratamentos de desequilíbrios emocionais.

Torna-se evidente, portanto, que as histerias coletivas são uma questão que deve ser analisada para ser combatida. Em razão disso, cabe ao poder executivo Federal e Estadual assegurar a disposição de programas tratamento psicológico por meio da televisão - uma vez que é recomendável o isolamento social em tempos de epidemias - nos canais educativos pertencentes aos órgãos públicos para acompanhar semanalmente a vida dos brasileiros com riscos de confusão mental e aos já adoecidos, afim de atenuar e tratar os necessitados em questão. Assim, em tempos difíceis como o discutido, o país terá sua cota de preocupação amenizada.