Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/05/2020

Com as grandes navegações realizadas no século XVI, houve o desbravamento de um novo continente, mas com isso, o início da transmissão de novas doenças a um povo que antes as desconhecia. Nesse viés, hodiernamente é inegável o avanço dos meios de transportes que promoveram ao ser humano ter contato com diferentes países. Contudo, de maneira negativa a propagação de epidemias e histeria em massa se torna mais frequente. Isso ocorre devido ao encurtamento do tempo de deslocamento a outros países e a influência midiática.

Primeiramente, cabe destacar que o contato a qualquer área do globo terrestre facilita a transmissão de doenças epidêmicas. Na idade média, cerca de um terço da população européia foi dizimada pela peste negra. Entretanto, devido ao desconhecimento do continente americano, os europeus não transmitiram está peste as Américas. Porém, na contemporaneidade o quadro é outro, pois a difusão das doenças é rapidamente propagada pelo acesso ao globo, o que desencadeia muitas mortes ao redor do mundo.

Ademais, as mídias exercem importante papel de influência sobre os indivíduos. A Constituição Federal, garante o acesso a informação e a livre manifestação midiática. Dessa maneira, é de fundamental importância social que em momentos de crises epidêmicas, a mídia atue como agente propagador de informações verossímeis. Sendo que de maneira oposta, ocorre a intensificação nos quadros de alarde em massa, causando sérios distúrbios sociais.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater a problemática. O Ministério da Saúde, por meio de um projeto de lei, entregue a câmera dos deputados, que torne obrigatório a realização de checapes rápidos antes de viagens internacionais, de modo a evitar a propagação de doenças com cunho epidêmico. Dessa maneira, com a averiguação dos testes, será possível evitar a propagação de doenças e o avanço de epidemias.