Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/05/2020
Entre 2009 e 2010 o mundo enfrentou a primeira pandemia do século XXI, a H1N1, que, apesar da gravidade, não parou a economia global. No entanto, o surgimento do novo coronavírus em 2019 causou um pânico generalizado em todas as esferas sociais. Essa histeria causou impactos econômicos devido à quarentena e mostrou o lado mais egoísta do ser humano.
Em primeira análise, o COVID-19, em relação à H1N1, possui uma taxa de contaminação 70% maior, de acordo com a revista GaúchaZH. Nesse sentido, a maioria dos países adotou como medida extrema o fechamento de comércios, empresas, escolas e outros serviços a fim de conter a propagação. Todavia, isso impactou os pequenos e médios empreendedores e os assalariados, que agora enfrentam demissões em massa, recessão econômica e prejuízos financeiros.
Ademais, como afirma o filósofo Auguste Comte, ‘‘a moral consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os impulsos egoístas’’. Entretanto, as atitudes observadas em supermercados no início da pandemia do coronavírus vão de encontro ao pensamento do francês, visto que muitas pessoas compraram produtos alimentícios, de higiene e, principalmente, álcool em gel em grande quantidade. Consequentemente, muitos indivíduos e famílias acabaram ficando desabastecidos.
Em síntese, a histeria causada pelas epidemias contemporâneas é um grande desafio a ser superado. Logo, cabe aos Governos Estaduais, por meio de reuniões com prefeitos municipais, flexibilizar as atividades comerciais de modo a garantir a segurança dos trabalhadores e clientes, a fim de evitar uma possível recessão econômica. Além disso, os supermercados devem utilizar o CPF dos consumidores para limitar o número de produtos comprados, para que as pandemias sejam enfrentadas de maneira correta e organizada pela sociedade.