Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/05/2020
É de conhecimento geral que, doenças virais não tratadas devidamente, ou até mesmo recém descobertas, costumam espalhar-se de forma rápida e – se não controlada – contínua, resultando em epidemias, onde há um elevado número de infectados maior que o esperado para certa região ou período. Epidemias podem levar muitas vezes, à histeria coletiva, ato que pode interferir de diversas formas na vida de um cidadão, como na forma pessoal ou acadêmica.
A proliferação descontrolada de doenças virais, existe a séculos. Pode-se citar como uma epidemia, que evoluiu para uma pandemia, a “Gripe Espanhola” (1918-1919). Ela espalhou-se rapidamente de continente a continente, devido principalmente à movimentação que a Primeira Guerra Mundial causou, foram cerca de 50 milhões de mortos. Um exemplo de epidemia contemporânea, que também evoluiu à uma pandemia é a COVID-19, doença causada pelo Coronavírus SARS-CoV-2 , que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves, podendo muitas vezes, ser fatal.
A origem de doenças epidêmicas varia, mas há diversas que são oriundas da falta de saneamento básico, que seria, entre outras ações, o tratamento de esgotos e o abastecimento de água potável. A lei do Brasil número 11.445/2007 estabelece o Plano Nacional de Saneamento Básico, que infelizmente, não atende 100% do território do país. A falta desse ato, pode contribuir para a proliferação de diversas doenças virais e consequentemente, para a maior agressividade de epidemias.
Outro fator importante é que, com a presença de epidemia, levando em consideração o grau de proliferação da mesma, é necessário que haja prudência e mudanças repentinas. Tomando o isolamento social como exemplo: é fato que, na presença dessa medida, estabelecimentos públicos, comerciais e acadêmicos fechem as portas, podendo acarretar possíveis atos histéricos, como estoques de alimentos ou até mesmo em ações protestantes.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deve empenhar-se em conseguir seguir à risca a Lei já existente que se refere a obrigação do saneamento básico em 100 % do Brasil, para que haja então, a diminuição do surgimento de novas doenças que venham acarretar o futuro, possíveis epidemias. Já ao Ministério da educação, cabe propor a criação de uma nova lei, a qual seja obrigatório, em períodos de isolamento social, que todos os meios acadêmicos como escolas e faculdades públicas e privadas, deem continuidade às aulas via plataformas online para que não seja comprometido o futuro de crianças e jovens, propostas estas, que devem ser entregues à Câmara dos Deputados.