Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 05/05/2020

Atualmente, do início do ano para cá, a palavra epidemia vem se tornando cada vez mais frequente e temida. Estamos vivendo a epidemia do COVID-19, também conhecido como Coronavírus. Contudo, grande parte da população entrou em desespero, estocando produtos e adotando medidas extremas para essa delicada situação.

O primeiro impacto da histeria generalizada das pessoas é na saúde. Como as pessoas estão focando apenas no Coronavírus, quando alguém possui os sintomas da doença, acaba desesperando-se e dirigindo-se até os hospitais para verificar seu estado. Porém, muitas dessas vezes, esta pessoa não havia contraído a doença, mas ao ter contato com o ambiente hospitalar, onde realmente há pessoas contaminadas, acaba em contato com objeto e superfícies que estão com o vírus. Além disso, com o surto da doença e também com o foco das pessoas apenas na epidemia, acabam não se importando com outras doenças que podem possuir uma taxa de mortalidade maior e serem muito mais perigosas à saúde.

Contudo, o segundo impacto da histeria causada da epidemia é na economia, tendo dois lados neste ponto: há produtos que estão sendo comprados em excesso e estocados, fazendo com que outras pessoas e até mesmos hospitais que precisam deste determinado produto fiquem sem o mesmo. Além do mais, com a grande demanda, há o aumento dos preços destes produtos, impossibilitando pessoas de baixa renda de compra-los. Já no outro lado, vê-se que muitas pessoas estão deixando de comprar alguns outros produtos, o que pode levar as empresas e comércios à falência.

Diante do exposto à cima, percebe-se que a população está em uma excessiva histeria que não prejudica apenas a saúde dos mesmos, mas também a do próximo e traz graves efeitos na economia. Como maneira de intervenção, necessita-se que todos mantenham a calma e sigam as regras e apelos do governo, não saindo frequentemente de casa, mantendo os protocolos de higiene e distanciamento entre as pessoas e, ainda, evitando aglomerações. Para mais, com o intuito de evitar idas desnecessárias aos hospitais, as pessoas com sintomas devem ligar para a vigilância sanitária, a qual irá fazer um check-list dos sintomas e orientar se terá que ir a um hospital ou não. Também, as pessoas terão que se conscientizar que não devem estocar produtos para não impactar ainda mais na economia.