Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 05/05/2020
Durante a Baixa Idade Média, a peste negra foi a pandemia responsável pela devastação de um terço da população europeia. Contemporaneamente, pode-se citar o vírus da Covid-19 que tem matado milhares de brasileiros, afeta intensamente a economia e a rotina da população. Mesmo com o passar de séculos, pontos em comum ainda podem ser observados entre as duas pandemias. As precárias condições de higiene e de habitação somadas com a falta de fiscalização das fronteiras são as grandes responsáveis pela expansão dos vetores.
Decerto que a grande aliada na disseminação de doenças graves são as falhas no saneamento básico oferecidos à população. De acordo com a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Porém, em contrapartida está a realidade sanitária dos mais pobres, que por negligência do Estado morrem por uma simples diarreia. Entretanto, apesar de sua complexidade superior, as ações que impedem a expansão da dengue aparecem para criar um paradoxo entre o vírus e tais ações. Contudo, mesmo com baixo esforço exigido, o grande responsável pela garantia da qualidade e segurança do cidadão, infelizmente se mostra indiferente a uma taxa alta de mortalidade. Além do mais, a histeria coletiva também retarda o trabalho da Instituição, geralmente o que traz esse malefício são as fake news.
Ademais, a deficiência na fiscalização também contribui de forma considerável para o adoecimento da população, podendo causar possíveis epidemias e até pandemias. Sabe-se que a geografia e o clima dos lugares pode ser favorável ou não para certas doenças. Sem nenhuma fiscalização epidemiológica, a entrada de estrangeiros no país pode ajudar na expansão do mal, o que juntamente com uma má infraestrutura e histeria coletiva podem acarretar a quebra da harmonia sanitária do país.
Desta forma, se faz exímia um melhor investimento e distribuição dos serviços prestados pelo Plano Nacional de Saneamento Básico, para que haja uma melhor qualidade de vida dos brasileiros e para uma diminuição da taxa de mortalidade. Além disso, o Ministério da Defesa tem um importante papel na proteção das fronteiras para que não possua uma sobrecarga no sistema nacional de saúde caso algum estrangeiro traga um vírus para o Brasil. Paralelamente, o Ministério da Saúde também contribuiria investindo e organizando melhor a Vigilância Epidemiológica. Para uma resolução mais completa, deve haver o controle de disseminação de notícias falsas, principalmente nas redes sociais através de algoritmos. Desta forma, fariam jus à Constituição brasileira, a possibilidade da extinção da conjuntura medieval seria visível e a taxa de desigualdade social também diminuiria consideravelmente.