Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/05/2020
No atual cenário, um dos assuntos mais discutidos e preocupantes do Brasil são as epidemias, que vem se alarmando e tendo um áspero crescimento e acúmulo durante os últimos anos. Isso deve-se, principalmente, pelas precárias condições de higiene e habitação presente na realidade de muitas famílias brasileiras, as quais vivem em extrema miséria e portanto, com tendência mais alta a propor uma histeria coletiva e propagação da doença. Assim, é necessário avaliar as cláusulas condizentes e agravantes a esses desafios.
Nessa perspectiva, cabe analisar a falta de empatia e interesse por parte do governo, já que os indivíduos mais afetados e com menos estrutura para tratamentos, são a população de baixa classe social e, devido a isso, não seria de total perda, economicamente falando, pois “os fins justificam os meios”, segundo Maquiavel ao procurar entender a ciência política.
Destarte, depondo tal ocorrência, infringe o art. 37 da constituição federal brasileira de 88, consoante, em específico, o princípio da moralidade e legalidade, que defendem basicamente, a atuação seguindo padrões éticos, onde todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo aos residentes no país a inviolabilidade do direito à igualdade e segurança.
Além disso, observa-se ainda a pandemia desencadeada pela peste bulbônica, que ocorreu no século XIV na Europa, e agravou-se tanto pela falta de estrutura habitacional nas vilas medievais, como pelas migrações e caravanas comerciais, o que refletiu na população desse continente, levando a morte de um terço da população, já que se propagava rapidamente por meio de espirros, vetores e gotículas.
Em suma, ao analisar o momento atual, que encontra-se vivenciando uma nova pandemia fatal altamente transmissível(COVID-19), foi proposto quarentena para todo o país na tentativa de diminuir o nível de transmissões, evitando aglomerações. Entretanto, percebe-se um deslize de cuidados e prioridades a segurança e vida da população perante essa situação, já que o próprio poder executivo federal propôs atar a quarentena para priorizar a tentativa de evitar quedas e crises econômicas.
Sendo assim, cabe ao governo estabelecer previamente medidas para a melhoria das regiões que abrangem desfavorecidos, proporcionando saneamento básico e serviços sanitários, para diminuir o risco de exposição a doenças, o que consequentemente iria conter o nível de doenças transmissíveis, a posto que os indivíduos moradores desses locais tem contato com diversas pessoas e de diversas classes sociais, principalmente em seus locais de trabalho; bem como o respeito a vida de todo cidadão, a fim de priorizar quarentenas, com os deputados propondo alternativas que atuem conjuntamente para o bem econômico e social do país, fazendo jus a seus cargos.