Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 07/05/2020
O vírus H1N1, causador da gripe suína, foi autor da primeira epidemia que
se tornou uma pandemia do século XXI. Esse vírus infectou mais de 110 países em 2 meses, matando cerca de 16 mil pessoas. Nesse sentido, vê-se que, a histeria coletiva causada por epidemias contemporâneas ocorre pela velocidade de propagação dos patógenos, e pelo colapso que essas doenças causam nos sistemas de saúde.
Em primazia, a Globalização, proporcionada pela 3° Revolução Industrial, não trouxe só benefícios. Dados publicados pela OMS mostram que, os casos de sarampo nas Américas, em 2018, cresceram 32%. Tal aumento, deve-se as crescentes viagens e propagações de pessoas, que levam o microorganismo para regiões de todo o globo. Consequentemente, uma epidemia de sarampo, que já era prevista, gera um pavor coletivo, de uma doença grave e contagiosa.
Em segundo plano, nitidamente os sistemas de saúde contemporâneos não estão preparados para uma epidemia agressiva. Comprovando tal argumento, dados publicados pelo site de noticías G1 mostram a situação caótica dos hospitais de Manaus, durante a pandemida da Covid-19, com aglomeração de pacientes e acompanhantes nos corredores por falta de leitos e respiradores parados por falta de materiais. Nesse cenário, a população desamparada em meio à uma pandemia grave, fica alheia a um surto coletivo.
Portanto, o debate à cerca da histeria coletiva no país é imprescindível. Dessa forma, cabe ao Estado promover medidas rígidas para impedir a propagação de patógenos, por meio de um intenso isolamento social e fiscalização do mesmo, a fim de conter novos contágios. Ademais, é imperativo que o Ministério da Saúde promova a construção de novos leitos, bem como a capacitação de profissionais, por meio da inclusão de seu objetivo na base de Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de abrigar e tratar adequadamente os pacientes. Feito isso, a histeria coletiva em relação à epidemias contemporâneas será amenizada.