Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/05/2020

Em março de 1918, um soldado da base militar dos Estados Unidos, ficou de cama, com sintomas de uma forte gripe e, naquela mesma semana, mais de 200 soldados adoeceram também. Foi assim que se iniciou a epidemia, que matou quase 50 milhões de pessoas, conhecida como gripe espanhola. Estes acontecimentos remetem a atual situação mundial, com o surto do coronavírus o mundo entrou em colapso.

Primeiramente, os dados mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) revelam que a taxa de letalidade é de 2 a 3% dos casos confirmados de coronavírus, ou seja, o óbito pode ocorrer em virtude de complicações da infecção, assim como em qualquer outra doença. Deve-se ressaltar que este dado foi pouco divulgado pela mídia, e a falta dessa (e de outras) informações contribui para gerar pânico na população.

Além disso, epidemias e pandemias podem surgir de diferentes fatores, como a falta de saneamento básico, hábitos alimentares pouco saudáveis, hábitos de higiene precários e poluição são alguns dos principais exemplos, é visível que estes são problemas enfrentados no nosso cotidiano e que são pouco valorizados pela mídia e pelo governo.

Em ultima análise, a histeria coletiva é causada principalmente pelo desequilíbrio da divulgação da informação, em tempos que não há preocupações com surtos o governo não dá a devida importância para a explanação de informação sobre hábitos de higiene através da mídia e durante os tempos que há problemas epidêmicos a mídia retrata o problema de maneira sensacionalista e exagerada, incentivando a histeria popular obviamente desnecessária.

Conclua-se que, é viável que o governo tome medidas relacionadas ao discernimento de informação, coo por exemplo uma propaganda com um tutorial de higienização de mãos e cuidados gerais para que a população saiba se precaver, não apenas em momentos de surtos e sim durante o ano, e que crie um artifício para fazer com que a mídia passe mais informações coerentes com a realidade do que exageradamente negativas. É necessário também que o governo mostre mais preocupação com o saneamento básico das populações carentes para evitar possíveis epidemias, afinal esta não foi a primeira e não será a última, é fundamental lembrar-se disto e não cometer os mesmos erros no futuro.