Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 11/05/2020
Um meio termo
É comum vermos discussões a respeito de dois temas opostos. Com a chegada do COVID-19 (coronavírus) no Brasil, houve uma série de discussões a respeito da saúde e da situação econômica do país: alguns acreditam que nós devemos isolarmos, em casa, das outras pessoas e se preocupar com a situação econômica depois; outros acreditam que se a economia parar, haverá maior sofrimento.
É importante pontuar que, segundo os dados do Ministério da Saúde, a letalidade desse vírus é de 5%. Considerando que esse parasita intracelular obrigatório é, facilmente, transmitido entre pessoas (tosse, espirro, objetos contaminados) e que, por isso, se não houvesse isolamento social, o número de infectados aumentaria significativamente, logo, teríamos um percentual de óbitos maior, já que os hospitais não teriam como tratar todos os doentes.
Por outro lado, o número de desempregados vem aumentando, empresas estão fechando e os trabalhadores autônomos estão ficando sem dinheiro. Só a fabrica de calçados Renata Mello fechou as portas e demitiu 1800 funcionários nessa pandemia. Além disso, há também os trabalhadores informais que dependem do movimento das pessoas, como taxistas e motoristas de aplicativo.
Portanto, faz-se necessário uma medida que agrade aos dois lados, conscientizando as pessoas e auxiliando aquelas mais afetadas, economicamente, pelo vírus. Para isso cabe aos meios de comunicação e informação alertarem sobre o perigo desse vírus, disponibilizando dados com os números de infectados e, maneiras de se prevenir da infecção; cabe também ao Estado ajudar as pessoas, reduzindo impostos das empresas, proibindo juros por atrasos de pagamentos e garantindo o básico para cada pessoa.