Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 10/05/2020

Na canção “Pela Internet”, o cantor brasileiro Gilberto Gil enaltece a quantidade de informações presentes em plataformas digitais para seus usuários. De acordo com o site G1, em 2018, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) somou 116 milhões de usuários brasileiros na internet, o que soma 64,7% da população absoluta. Em 2020, surgiu a pandemia do COVID-19, que trouxe como consequência o isolamento social e a disseminação de informações por meio da internet. Desse modo, tais desafios relacionados à epidemias contemporâneas e aos seus impactos na sociedade estão o acesso democrático à rede de internet e medidas governamentais perantes áreas marginalizadas da sociedade, que necessitam de maior atenção em consequência da carência social a qual estão insertos.

Introduzido no pensamento do advogado Mahatma Gandhi, “As doenças são os resultados não só dos nossos atos, mas também dos nossos pensamentos.”. Aplicado no século XXI e nas diversas crises de saúde que o mundo já vivenciou - como a gripe espanhola, gripe suína e dengue - nota-se como a precariedade do saneamento básico e o consumo exorbitante de recursos naturais, levam doenças a propagar-se em todos os cantos do planeta, incluindo grandes potências como os Estados Unidos, causando um estado de calamidade pública.

Em segundo plano, vale salientar que o Brasil já enfrentou outros episódios de epidemias, como o Zika Vírus, a Gripe Suína e a Dengue. Em consequência da falta de saneamento básico em áreas marginalizadas, precariedade em hábitos alimentares e de higiene, as condições de vida da população brasileira tornaram-se baixas, segundo pesquisa realizada pelo UOL. A baixa qualidade de vida no Brasil mostra a não-efetividade de políticas públicas para com a socioeconomia do país, o que leva, em situações de calamidade pública nacional, ao favorecimento de doenças por parte da população e superlotação de hospitais.

Depreende-se, portanto, a necessidade de trabalhar em políticas públicas que democratizam o acesso à informação — tanto pelo meio digital quanto pelo meio escolar. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação unir-se ao Governo Federal e aos três poderes judiciais na criação, execução e garantia de funcionamento de leis que melhorem a infraestrutura de pilares essenciais a organização nacional — saúde e educação — a fim de inserir, em áreas periféricas, a disseminação de informações, educação e saúde, visando melhor organização e infraestrutura para lidar com situações de crise e histeria social, melhorando os atos sociais para reduzir as consequências dos mesmos e as mazelas que eles trazem, como mencionado por Gandhi.