Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 18/05/2020

A mediania como norte do crivo e antídoto das histerias coletivas

O primeiro cenário pandêmico que se têm notícia, foi a chamada peste de Justiniano, que assolou o Egito. Hoje, há um cenário semelhante provocado pelo Covid-19. No entanto, outro fator maximiza o problema já existente: A alimentação do medo pela indústria midiática. À fundo, isso gera as condições ideais para o desenvolvimento de uma histeria coletiva. Assim, a elaboração de matérias deve passar por um filtro, a fim de que não seja conivente com isso.

Primeiramente, é evidente que, a histeria coletiva depende necessariamente da comunicação e de seus meios. Por isso, é plenamente possível concluir que, na própria troca de informações, reside o “vetor epidêmico” de toda a paranoia e pânico social. Além disso, reações de estresse face ao surgimento repentino de ansiedade podem ocasionar a histeria coletiva, afirma Bartholomew, médico e pesquisador.

Por outro lado, situações como essa estimulam o desencadear da Catarse, defendida por Aristóteles como essencial para repelir o danoso. Pois ao evidenciar a tragédia e a tênue linha que separa a vida da morte, o ser é impelido a buscar aquilo que o resguarde de experimentar o percebido como ruim. E, sem isso, não haveria regramento quanto às medidas preventivas e profiláticas necessárias a erradicação do vírus.

Considerando os aspectos mencionados, devem ser tomadas medidas  para anular a alimentação do medo pela indústria midiática. Para tal, a FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) deve exigir, em seu código de ética, que matérias sejam isométricas, isto é, que seja publicado o problema e também soluções já encontradas, a fim de impedir germine uma histeria coletiva. Mas ainda, é papel da família incentivar, desde cedo, a busca por meios informacionais distintos, a fim de proporcionar um crivo ampliado ao juízo. Desse modo, histerias coletivas somente serão citadas como recordações, cruéis, mas lembranças.