Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 12/05/2020

No filme “Eu sou a lenda”, um cientista brilhante e o único sobrevivente de uma epidemia que deixou todos os humanos doentes, fez com que ele vivesse sozinho atrás de uma cura. Fora das telas, esse cenário fictício se tornou realidade com o contágio do coronavírus – Covid-19 – em diversos países do mundo. Nesse contexto, é possível afirmar que o aumento da nova pandemia contemporânea é uma problemática existente, seja pela forma do combate ao vírus, seja pela histeria coletiva.

Primeiramente, no final de 2019, ficaram recorrentes casos de pneumonia em Wuhan, na China. Nessa perspectiva, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para o mundo sobre o surto do coronavírus, vírus esse que se espalhou em uma velocidade assustadora por diversos países, tornando-se a mais nova pandemia. Conforme, as vigências sanitárias uma medida eficaz para combater o vírus foi adotar o isolamento social, por exemplo, no Brasil, cada Estado se adaptou a uma quarentena que deixava só os serviços essências abertos, como em Goias, que segue desde 19 de março de 2020. Dessa forma, esse afastamento se tornou um desfio para a população, pois as pessoas tem que ficar em casa para não haver o contágio.

É importante salientar, ainda, que esse isolamento somado a pandemia contemporânea trouxe uma ocorrente histeria coletiva. Nesse sentido, uma parcela das pessoas surtaram com compras exageradas em supermercados e farmácias, alem dos abusivos preços que alguns indivíduos tentaram  aproveitar desse cenário. Segundo, o IBGE, 26,5% dos brasileiros que vivem na linha da pobreza não conseguem comprar alimentos para estocar. Desse modo, a histeria e a falta de empatia de alguns podem prejudicar outros, assim os problemas psicológicos como ansiedade, pânico e o medo, tanto do lado da saúde, quanto econômico que todos estão enfrentando,  podem piorar o corpo e mente para enfrentar essa realidade mundial.

O Governo Federal, portanto, junto com o Ministério da Saúde, deve garantir que as pessoas fiquem em casa, quem não for dos serviços essenciais, por meio do isolamento social para conter o contágio do coronavírus. Além de promover ajudas psicológicas e atividades para a mente – como Yoga – a distância, por meio da internet ou mídias televisivas – para quem não tem acesso a internet –  para as pessoas manterem a calma, o controle da ansiedade e do pânico, a fim de que a população se mantenha bem, saudável e não enfrente  histerias.