Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 14/05/2020

No século XIV, a peste negra, também conhecida com peste bubônica, se alastrou pela Europa devido à falta de saneamento e higiene da época. Essa peste matou cerca de 50 milhões de europeus. Outra epidemia que marcou a história foi a da gripe espanhola, a qual levou 20 milhões de pessoas à morte. No entanto, nos séculos passados não existia uma histeria coletiva devido a comunicação não ser rápida e eficiente. Atualmente, a histeria coletiva está muito presente, visto que a globalização faz com que a comunicação seja rápida e mais pessoas tenham acesso as notícias por meio de mídias sociais.

Essas disseminam as informações de uma forma muito rápida. Segundo a Revista Época, o Brasil é o segundo país que mais passa tempo em redes sociais, o que faz com que as informações tenham  um rápido compartilhamento. No entanto, nos dias atuais, também ocorre a circulação de notícias falsas, conhecidas por fake news. Elas são grandes responsáveis pela histeria coletiva, visto que um único compartilhamento atinge diversas pessoas, ocasionado, por exemplo, filas em busca de algo ou crises mentais dependendo do conteúdo da mensagem. Dessa forma, a velocidade na propagação das informações pode levar a histeria coletiva.

Além disso, a alta taxa de globalização também causa essa histeria. Na atualidade viagens entre países e continentes se tornaram cada vez mais fácil de serem realizadas, o que leva as pessoas a um alto de alerta sempre que surge uma doença em qualquer lugar do mundo. Tal fato, gera na população preocupações que nem sempre se tornam realidade, o que faz com o estado de histeria seja instalado de forma veloz e forte. Sendo assim, torna-se muito fácil causar pânico na população.

Portanto, atualmente, o estado de histeria coletiva é de fácil instalação e de grande permanência. Durante momentos em que esse estado estiver presente é necessário que as redes sociais criem ferramentas para identificar fake news, para que os seus autores sejam punidos, pois dessa forma o número de noticias desse tipo diminuiriam. Além disso, torna-se interessante a disponibilização, realizada pelo governo federal, de psicólogos de forma gratuita a população, o que a levaria a ter ajuda em lidar com as situações que a afligirem no momento.