Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 15/05/2020
“Está havendo uma histeria”. “Este vírus trouxe uma certa histeria”. “Histeria da imprensa”. “Histeria da mídia”. “Histeria da sociedade”.
Essas foram algumas das frases do presidente Jair Bolsonaro e de seus fiéis gados (seguidores) sobre a atual crise do Coronavírus.
Mas é preciso diferenciar o que é histeria e o que é precaução, histeria é um comportamento caracterizado por excessiva emotividade e pânico, já precaução é uma medida antecipada que visa prevenir um mal, prevenção.
Fazer um isolamento horizontal, onde todas as pessoas que não realizam atividades essenciais devem ficar isolados em casa, não é histeria, e sim precaução. Várias organizações e personalidades ligadas à saúde já defenderam este tipo de isolamento, dentre eles a OMS (organização mundial da saúde), o ex-ministro Mandetta e até o atual ministro da saúde Nelson Teich, antes de se tornar ministro ele escreveu em seu perfil no Linkedin: “Diante da falta de informações detalhadas e completas do comportamento, da morbidade e da letalidade da Covid-19, e com a possibilidade do Sistema de Saúde não ser capaz de absorver a demanda crescente de pacientes, a opção pelo isolamento horizontal, onde toda a população que não executa atividades essenciais precisa seguir medidas de distanciamento social, é a melhor estratégia no momento. Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país.”
O brasil atualmente já tem 205 mil infectados e 14 mil mortos, enquanto várias países, organizações e personalidades tentam lutar contra a Covid-19, o nosso presidente diz que isso é histeria, que se ele pegasse o coronavírus ele só sentiria uma gripezinha e que não é coveiro.
O isolamento horizontal adianta sim, como exemplo a Coréia do sul e até mesmo a China.