Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 17/05/2020
No filme “Epidemia” , uma equipe de médicos de uma pequena cidade corre contra o relógio para impedir a disseminação do vírus e encontrar um antídoto para um distúrbio infeccioso causado por um macaco. Em tempos hodiernos, esse filme assemelha-se á situação vivenciada pelo povo brasileiro, tendo em vista o aparecimento de várias epidemias que tem afetado a vida de milhares de indivíduos, esse imbróglio é chancelado pela ineficiência do poder público, bem como pelos perniciosos hábitos socioculturais.
Convém ressaltar, em primeira análise, a negligência Governamental em prover políticas públicas preventivas. Sob esse prisma, é pertinente citar o Contrato Social - proposto pelo contratualista Jonh Locke - , cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar social. Contudo, a realidade vai de encontro com esse Contrato, uma vez que a falta de investimento na saúde pública afeta de modo linear a vida das pessoas, ´pois á medida que o vírus se dissemina e os hospitais sem suporte, gera um caos no corpo coletivo. Por consequência, afeta à economia,assim o Governo gasta muito mais, e acarreta um rombo nos cofres públicos.
Faz-se mister ainda salientar, os nefastos hábitos socioculturais como impulsionador do problema. Imerso nessa logística, de acordo com o pensamento do intelectual Paulo Freire, confirma que, " se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda". Dessa maneira, a má formação socioeducacional cria uma sociedade marcada pela escassez de informação sobre os cuidados básicos de higiene, por conseguinte, a marginalização dessa parcela social sofre com a ineficácia do saneamento básico, logo , fica mais suscetível a contrair as enfermidades.
Infere-se, portanto, que Estado deve mobilizar a iniciativa privada, mediante incentivos fiscais, que visem melhorar o SUS - Sistema Único de Saúde - , e adotar medidas exequíveis, com a finalidade de ter um corpo social preparado para enfrentar as enfermidades, e que todos os cidadãos tenham um acesso digno e com qualidade a saúde. Ademais, cabe ao Governo Federal, aliado às esferas Estaduais e Municipais, orientar as pessoas e investir em infraestruturas nos locais que não possuem saneamento básico, por meio de implementação a propagandas e seminários interdisciplinares e também agências reguladoras, respectivamente, voltados para informar a população a importância da higiene no dia a dia, com intuito de não ocorrer o risco de aderir a doença e que todos tenham acesso a lugares com saneamento. Só assim, com base na primeira Lei de Newton, o transtorno sairá da inércia.