Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 16/05/2020

O filme “Contágio” retrata a história de um vírus desconhecido, que espalha-se rapidamente ao redor do mundo, causando milhares de mortes. Análogo a isso, apesar do contínuo avanço tecnocientífico , o Brasil tornou-se campo de inúmeras doenças epidêmicas, no qual ocasiona grande histeria coletiva. Diante de tal problemática pública, deve-se analisar a exposição exacerbada e parcial de informações e à desigualdade social como agravantes de epidemias e histeria.

Convém salientar, primeiramente, os impactos que a disseminação de informações de modo errôneo e exacerbado, pelos meios de comunicação, pode causar na sociedade. A exemplo, cita-se o surto pandêmico do corona vírus, no ano de 2020. Por tratar-se de uma doença infectocontagiosa, de alta propagação e ser letal, a Organização Mundial da Saúde decretou o isolamento social, o que instaurou pânico de contaminação na população. Em meio ao caos, diariamente a mídia noticiava outras consequências, de modo prepotente e parcial, como a queda na bolsa de valores, declínio do comércio, alertas sobre corte no crescimento global, diminuição do PIB, aumento no número de mortes e à ineficácia do sistema de saúde. Tal postura contribui para a instauração do medo nas famílias, desencadeia problemas psicológicos e contribui à histeria coletiva.

Outrossim, ressalta-se que a desigualdade social contribui aos surtos epidêmicos contemporâneos. A falta de saneamento básico, hábitos alimentares não saudáveis, pouca higiene e o não acesso à um sistema de saúde de qualidade faz parte da realidade de 26,5% da população brasileira, segundo o IBGE, e, paralelamente, são fatores que agravam as epidemias. Logo, essa parcela social não possui recursos de proteção, atendimento e direcionamento para compreender a gravidade da situação inserida, aumentando os casos de de contaminação, gerando pânico.

Nessa perspectiva, diante dos fatos supracitados, é necessário reivindicar pela valorização da saúde brasileira. Cabe ao governo federal, por meio da revogação do corte de verbas do setor da saúde, proposto pela PEC-55, destinar verbas suficientes para compra de equipamento, construção e expansão de hospitais, ampliação de equipes médicas, bem como o investimento em pesquisas para a cura e contenção de doenças. Dessa forma, estará cumprindo o seu papel e zelando pela saúde integral da população.