Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 24/05/2020

A Constituição  Federal garante o direito ao acesso à saúde pública e à manutenção da vida.De modo a garantir que o sistema de saúde pública não colapse e os doentes tenham acesso a tratamentos, durante pandemias e epidemias, governantes adotam medidas de isolamento e restrição social.Entretanto,longo período de isolamento social,com informações escassas, é o principal fator desencadeante do pânico e histeria .Segundo o filósofo Luiz Felipe Pondé, a  histeria é um passo adiante do cuidado e um gozo mórbido com a condição hipocondríaca.                                                                                         Em primeira análise, é necessário entender o cenário epidêmico atual e a necessidade do isolamento social.Em 2020, o Brasil e restante do mundo enfrentam uma epidemia  relacionada ao coronavírus.Diante do cenário em que não se tem vacina que combata o vírus, o isolamento social é de suma importância para que sejam reduzidas as taxas de mortalidade e infecção.De acordo com o médico Dimas Tadeu Covas,é necessário fazer com que a epidemia caiba no sistema de saúde.Depreende-se que , para que o sistema de saúde pública não colapse , é necessário que os governos adotem a restrição social e,por consequência,os poucos infectados tenham acesso ao tratamento.                                                                 Em segunda análise, é mister destacar os impactos sociais do isolamento social:pânico, histeria e transtornos mentais.A psicóloga  Samantha Brooks ,do King´s College,constatou que havia uma maior prevalência de respostas emocionais negativas entre as pessoas que estiveram em quarentena, como “medo”, “tristeza”, “culpa”, “confusão”, “raiva”, dentre tantas outras.No entanto, a mesma psicóloga revelou uma medida para amenizar o pânico e histeria: fornecimento de informações, de maneira clara e efetiva, relacionadas ao vírus.Tendo em vista que o mundo vivencia uma era em que é comum a propagação de notícias falsas (e essas  notícias falsas são fatores que levam à histeria,segundo  jornal Uol),a disseminação de informações verídicas podem acalmar os ânimos da população.Logo, medidas de restrição, sem o fornecimento de informações adequadas, são responsáveis pelo pânico e histeria coletiva vivenciados nos dias atuais.                                                                                                                                      Em suma, tendo em vista que a quarentena não pode ser revertida no dado momento(pois resultaria em mais mortes), é necessário que se estabeleça um canal de comunicação entre  os cientistas e a sociedade.Portanto, o Governo, por meio do Ministério da Saúde, deve realizar  transmissões ao vivo, na internet e televisão.Nessas transmissões, médicos devem explicar a situação epidemiológica atual e métodos para se evitar o contágio ; psicólogos e psiquiatras devem ensinar procedimentos para o domínio do pânico.Desse modo,com informações claras propagadas e o pânico controlado,não haverá histeria ( ou transtornos mentais ) e a sociedade brasileira enfrentará o vírus de maneira racional.