Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 21/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a  Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o descaso governamental impede que uma parcela da população usufrua desse direito universal na prática. Esse cenário ocorre,infelizmente, devido não só a negligência estatal mas também à falta de empatia nas relações da sociedade atual. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro plano, é fulcral pontuar que as epidemias contemporâneas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a negligência estatal no campo da saúde diante em crise de epidemias,como a dengue, a febre amarela,dentre outros, é ainda mais agravante,pois gera superlotação nos hospitais,isso provém mais da falta de investimentos nos setores públicos e a lentidão no sistema de saúde, entre outros fatores. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de empatia nas relações da sociedade atual como promotor do problema. De acordo com  o filósofo Zygmunt Bauman, em seu conceito de Modernidade Líquida, relata que vivemos em tempos modernos onde as relações sociais esvaem-se, perdendo a total concretude. De maneira análoga ao que foi exposto pelo filósofo, isso ocorre devido, várias pessoas que desrespeitam a medida protetiva da quarentena, contribuindo no agravamento da histeria coletiva.Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que as transtornos causados pelas epidemias. contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar  transtornos causados pelas epidemias, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde,será revertido em propor estratégias para a melhoria de acesso e qualidade da saúde,por meio de programas com o objetivo de garantir que os postos médicos tenham os materiais necessários para o combate de epidemias  e com profissionais adequados. Além disso, cabe o Ministério da Educação instituir, nas instituições, palestra ministradas por psicólogos, que discutam o combate  a  epidemia , a fim de que o tecido social  se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.