Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 21/05/2020

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo é influenciado por tudo aquilo que o cerca e trabalha motivando aqueles ao seu redor. Nesse contexto, observa-se a analogia com as epidemias, visto que afeta diretamente os seres humanos, trazendo prejuízos físicos, sociais e psicológicos. Logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater tal problemática.

Durante a História, houve intensas doenças acometendo cidadãos, podendo evidenciar a Peste Bubônica e a Gripe Espanhola como as de maior impacto social, a última com mais de 50 milhões de mortos. Contemporaneamente, epidemias permanecem sendo disseminadas, como o Ebola, em 2014 e o Covid-19, em 2019, porém, devido a globalização, o fluxo de pessoas, mercadorias e animais  tornou-se mais intenso, haja vista que surgiram meios de transportes mais sofisticados, permitindo locomoções mais rápidas. Além disso, obteve-se uma moderada democratização na compra de passagens, facilitando o deslocamento dos indivíduos e, com isso, maior facilidade de disseminação de vírus, bactérias e protozoários, exigindo grande esforço científico para conter epidemias, antes que essas transformem-se em pandemias.

Entretanto, a capacitação dos profissionais da área da saúde em pesquisas e experiências científicas requer alto investimento financeiro por parte do governo, o que dificulta a descoberta de vacinas e remédios eficientes no combate. Ademais, outro fator que aparece como desafio para combater as epidemias atuais é a cultura de muitos países, os quais possuem costumes calorosos de aproximação entre os indivíduos e hábitos pouco higiênicos, como lavar as mãos com maior frequência, usar álcool em gel ao tocar superfícies públicas, entre outras formas de prevenção. Consequentemente, os prejuízos para saúde, além do dano físico, podendo levar o paciente à morte, podem ser psicológicos, devido ao medo das doenças e econômicos, já que afeta o cotidiano social. Assim, busca-se, urgentemente, soluções que revertam o quadro supracitado.

Portanto, a fim de reverter a realidade epidêmica, faz-se necessário o investimento em pesquisas, por meio da contratação de profissionais, com a atuação do governo, uma vez que aumentará a capacidade intelectual em novas vacinas e remédios, permitindo que haja, também, investimentos financeiros, oferecendo total suporte aos envolvidos na busca pela cura das epidemias. Dessa maneira, ter-se-á uma sociedade mais justa e preparada para encarar os desdobramentos contemporâneos.