Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 23/05/2020
Por analogia, epidemia significa o aumento, mais do que esperado, de casos de uma determinada enfermidade para a época. Nos meados de 1347 a Peste Negra foi a causa de milhões de mortes na Europa, doença causada por uma bactéria encontrada em ratos. Atualmente, o mundo lida com o COVID-19, que em pouco tempo acarretou milhares de mortes, levando a população à uma histeria coletiva, fazendo as pessoas a ficarem mais ansiosas e sem controle sobre as emoções, embora seja um caso psicológico, está afetando realmente a sociedade. Diversos de fatores podem causar o aparecimento de epidemias, a falta de saneamento básico, hábitos de higiene precários, e principalmente a falta de informação sobre as doenças são fatores propícios para o aumento de casos.
Em primeira análise, o COVID-19 surgiu na China e é a mais recente epidemia, transmitido por saliva, espirros, acessos de tosse, contato próximo e superfícies contaminadas, foi se propagando para cidades vizinhas e em pouco tempo já estava infestando o mundo todo. No Brasil foi decretado quarentena, o fechamento de escolas, universidades, proibição de aglomerações, hospitais lotados e o fechamento de comércios levando a economia mundial à uma depressão. A atual situação é a mais recente “desculpa” para a histeria coletiva causando mais sofrimento do que o próprio vírus.
Sob o mesmo ponto de vista, é evidente que o péssimo saneamento básico contribui para a propagação de doenças. Na idade média a proliferação de patógenos ocorreu de forma abundante devido aos lixos jogados em locais inadequados, como estradas e rios. Similarmente, no Brasil já foi constatado epidemias de cólera e dengue, em consequência do saneamento precário de centros urbanos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é necessário a prevenção por meio das vacinas, uma segurança para a população. Para a dengue e a cólera, as vacinas são 85% eficazes e são cada vez mais utilizadas como uma saída para o controle de surtos epidemiológicos.
Logo, ações são necessárias para amenizar a problemática. Cabe ao Governo em parceria com o Ministério da Saúde construírem mais empresas de saneamento básico, reforçando a infraestrutura e as limpezas no ambiente público. Outrossim, em casos de histeria, faz-se necessário a contratação de profissionais da saúde, como psicólogos para que a população tenha acesso a consultas gratuitas lidando com a ansiedade; As mídias, por meio de redes sociais devem levar notícias verdadeiras para que a sociedade fique ciente da situação. Além disso, cabe as escolas promoverem palestras, objetivando explicar os alunos sobre o movimento antivacina que atinge negativamente a população, e incentivar os alunos a higienizar-se e manterem limpos seus materiais, com o intuito de instruí-los na prevenção de doenças. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática.