Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 04/06/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas no ano de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que todo cidadão possui direito à saúde e ao bem estar social. Porém, a realidade brasileira da saúde pública está desfasada, visto que o país não possui infraestrutura suficiente para acolher a população em uma grande crise epidêmica, colocando a vida da malha social em risco. Diante desse cenário, torna-se premente analisar dois pontos: os malefícios do precário sistema de saúde pública no Brasil e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.

Em primeira análise, é lícito citar que no ano de 1919 o presidente da república , Rodrigues Alves faleceu por contrair o vírus influenza, proveniente de navios europeus que estacionaram na costa brasileira. Analogamente, a epidemia da época deixou milhões de mortos ao redor do mundo, superlotando leitos de hospitais, e esse fato não foi diferente no Brasil, visto que a população carecia de vagas hospitalares para sua sobrevivência. É indubitável que, epidemias e pandemias causam um enorme estrago nos países despreparados, com milhares de mortes e uma significativa crise econômica.

Outrossim, convém postular que a negligência das entidades públicas contribui para a precariedade do sistema de saúde brasileiro. Sob essa ótica, é interessante evidenciar o livro “Capitães de Areia” de Jorge Amado, o qual mostra o descaso do governo com a população ao não promover políticas públicas de saneamento básico, o que desencadeou inúmeras mortes, devido às doenças que os indivíduos contraíram, como a varíola. Deveras, apesar de fictício, esse fato assemelha-se à situação que a população brasileira vive, na medida em que o governo se mostra omisso para criar mecanismos que aumentem a quantidade de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo e, consequentemente, fornecer um programa que diminua os índices de mortes por epidemias repentinas.

Em suma, as epidemias contemporâneas e a baixa prevenção do sistema de saúde brasileiro é um complexo desafio hodierno que necessita ser combatido. Dessa forma, o Governo brasileiro deve destinar parte de seus recursos financeiros para as todas as cidades, com a intenção de democratizar o sistema de saúde pública, tal ação pode ser feita implementando e aumentando o número de leitos de UTI, objetivando mitigar os índices de mortes causadas por doenças repentinas , como também garantir a segurança para o tecido social em caso de uma nova epidemia. Somente dessa forma, paulatinamente, a malha social experimentará de um novo e seguro modo de vida, como também os direitos apregoados na Declaração Universal dos Direitos Humanos serão devidamente cumpridos.