Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/06/2020
Ao falar em epidemias, há um problema pouco percebido pelas pessoas: a histeria coletiva, o excesso de medo que se torna difícil combater, tendo em mente as consequências, na saúde, deixadas por uma doença massiva. Sendo assim, o cenário é agravado, principalmente, pela mídia, que se faz lucrativa em face às insistentes notícias catastróficas, gerando outra patologia à humanidade, mas essa
possui caráter psíquico e mental.
Nesse nicho, semelhante ao que se passa no filme “O show de Truman”, no qual uma cidade fictícia tem suas notícias e acontecimentos controlados para gerar lucro a uma empresa de TV, também a sociedade atual vive essa situação, sendo a mídia quem tira benefícios da circunstância. De maneira análoga, em meio ao contexto de pandemia, as redes de informação veem a oportunidade de divulgar, constantemente, manchetes e noticiários impactantes, a fim de atrair cada vez mais público consumidor. Desse modo, apesar de ser verídico e revelar uma parte da realidade, o excesso de notícias somente vinculadas a mortes e tragédias trazem aos ouvintes uma imagem de caos potencializada e uma ideia exagerada do cotidiano. Visto isso, uma prova da ocasião é a discrepância entre a mortalidade do COVID-19, que é de 3% segundo OMS, e a carga de informações trágicas divulgadas por hora nas redes, ainda assim, a pouca propagação do grande número de curados do coronavírus que passa de um milhão, conforme o site UOL.
Ainda nesse contexto, o Brasil possui um precário sistema de saúde pública, visto que mais de 150 mil mortes são causadas pelo mau atendimento médico, diz G1, logo, a ocorrência de uma epidemia maximiza esse quadro. Dessa forma, a incidência de doenças crônicas somada ao efeito negativo da mídia afeta fortemente o país e dificulta a coesão social que, segundo o pensamento conteano, se dá quando todos os setores da sociedade trabalham harmonicamente. Isso acontece, uma vez que, além de tratar as consequências fisiológicas inerente à patologia, o Estado precisa remediar o excesso de medo e pânico deixado à população devido ao constante acesso a informações alarmistas, haja vista que a atual pandemia dobrou os casos de ansiedade, informa jornal R7.
Portanto, é imprescindível ressaltar que o Ministério da Saúde precisa dar à população um sistema público de qualidade e tratar da saúde psíquica, por meio de parceiras público-privadas com hospitais que têm um bom histórico de tratamento de doenças e consultoria psicológica de forma que possuam muitas unidades de atendimento ao longo da nação. Como também, pela divulgação dos índices de melhoria no combate ao coronavírus nos sites oficiais do governo, ao contrário do que faz a mídia sensacionalista, a fim de que o povo tenha seus direitos garantidos e sua saúde cuidada.