Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 09/06/2020
A epidemia da peste bubônica, no século XIV, dizimou milhares de vidas, sendo que a falta de higiene da população foi um fator primordial para disseminação da doença . No entanto, embora as condições de saneamento básico e saúde tenham melhorado ao longo dos anos, as epidemias ainda se encontram presentes na sociedade contemporânea. Assim, o surgimento de doenças epidêmicas tende a ocasionar histeria populacional que afeta a saúde mental e impacta no avanço socioeconômico do país.
Em primeira análise, a população está enfrentando uma pandemia da covid-19, causada pelo coronavírus. Nesse sentido, umas das ações para evitar a propagação da doença são as condições adequadas de higienização e o isolamento social. No entanto, tais recomendações podem afetar o psicológico dos indivíduos, pois estes estão em alerta constante, restritos de suas atividades diárias e de contatos com amigos e familiares. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 17 milhões de brasileiros sofrem de ansiedade e esse quadro tendem a piorar em função da pandemia. Logo, medidas devem ser implementadas para que a sociedade não sofra consequências mesmo após o período da doença.
Ainda, a globalização e os avanços tecnológicos permitiram uma rápida veiculação de informações, sendo as novas epidemias intensamente noticiadas pela mídia televisiva e redes sociais. Destaca-se ainda, as informações falsas constantemente repassadas que mostram de forma errada como curar o quadro patológico. Logo, o excesso de notícias diárias de números de contaminados e óbitos causa um desgaste mental nos indivíduos gerando a sensação de incerteza e tensão, que dificulta a capacidade de agir de forma correta. Com isso, em função do comprometimento físico e mental do cidadão tem-se uma redução na capacidade produtiva e um impacto no desenvolvimento econômico da sociedade.
Nessa conjuntura, para evitar o colapso da população em época de epidemias, o Ministério da Saúde (MEC) em parceria com a mídia deve promover campanhas, em horários de alta audiência televisiva, para informar e conscientizar a sociedade das formas corretas de prevenção da doença e importância do equilíbrio mental para saúde. Além disso, o MEC deve disponibilizar, em conjunto com as escolas e Universidades, palestras realizadas por profissionais da saúde destacando a história das epidemias e seus impactos na vida social. Dessa forma, será possível promover a saúde e reduzir os efeitos das epidemias na sociedade.